Flamengo Supercopa 2026: derrota em Brasília, lições imediatas e cobrança por atitude

O Flamengo saiu de Brasília com o vice‑campeonato da Supercopa do Brasil 2026 após sofrer 2 a 0 para o Corinthians no Estádio Mané Garrincha, neste domingo (1º). Em campo, explicações táticas e desgaste; fora dele, falas de Rossi e Léo Ortiz tentaram resgatar confiança enquanto a Nação espera uma resposta rápida do time comandado por Filipe Luís.

Rossi exalta a grandeza do Flamengo e relativiza o resultado

O goleiro Rossi assumiu um tom protetor em relação ao grupo e à instituição, lembrando que a sequência de grandes conquistas recentes compõe o pano de fundo para um revés isolado. Para o camisa 1, a derrota na final não apaga a história recente do clube e serve como impulso para o restante da temporada.

“O Flamengo é o maior time do Brasil, do Mundo. A gente está muito feliz de representar o Flamengo. Obviamente ninguém gosta de perder mais uma final, mas a final tem que ter um ganhador”

Rossi citou o ano mágico de 2025 — com Brasileiro, Libertadores, Estadual, Supercopa e a participação na final da Copa Intercontinental contra o PSG — como fundamento da confiança do elenco. A mensagem foi clara: preservar o trabalho coletivo e manter a ambição em alta.

Léo Ortiz aponta expulsão de Carrascal e cobra postura desde o início

Na análise pós‑jogo, Léo Ortiz admitiu o abatimento, mas não fugiu da autocrítica. O zagueiro avaliou que a expulsão de Carrascal complicou a estratégia e aumentou o desgaste físico do time, além de afirmar que faltou intensidade logo nos primeiros minutos.

“Claro que dificulta (a expulsão). Acho que a atitude foi boa na 2ª etapa. Tinha que ter sido igual na primeira. Não deixamos de jogar. A gente foi melhor no 1° tempo, controlou mais o jogo. Mas faltou atitude, que no segundo tempo sobrou”

Ortiz ressaltou que, mesmo com um a menos, o Flamengo conseguiu equilibrar trechos do segundo tempo, mas acabou pagando o preço do esforço extra nos minutos finais. A leitura mistura compreensão tática com cobrança por arrojo desde a largada da partida.

“Agora é trabalhar. Quando a fase é complicada, de muitas derrotas em sequência, é fechar os ouvidos e trabalhar no dia a dia. Quarta já tem Brasileiro, temos que vencer”

A fala de Ortiz também funcionou como chamado à blindagem contra críticas e como estímulo a uma resposta imediata: recuperar forças físicas e ajustar postura coletiva para o Campeonato Brasileiro, que volta já na quarta‑feira.

Hugo Souza destaca determinação do Corinthians ao bater o Flamengo

Do lado vencedor, o goleiro Hugo Souza — revelado nas categorias de base do Flamengo e hoje no Corinthians — valorizou a entrega do adversário e reconheceu a qualidade do Rubro‑Negro. A declaração reforçou que a vontade foi elemento decisivo na final.

“Nós sabemos da dificuldade do adversário. O Flamengo é o último campeão da América (Copa Libertadores) e do Brasileirão. A equipe sabia que o jogo seria difícil, mas a gente queria demais, queria muito essa taça”

A valorização pelo triunfo do Corinthians também serve para lembrar que o Flamengo foi testado pela determinação do rival — e que, apesar do histórico positivo, é preciso reagir rápido para evitar que oscilações se agravem.

Consequências imediatas e o roteiro de Filipe Luís nos próximos dias

Com o resultado, o Flamengo contabiliza a terceira derrota seguida — um momento que acende alertas sobre preparação física, opções táticas e mentalidade. Filipe Luís terá poucos dias para corrigir detalhes, recuperar jogadores e ajustar a equipe para o retorno do Brasileirão.

A comissão técnica precisa avaliar a expulsão de Carrascal e o desgaste coletivo, além de reforçar uma postura mais agressiva desde o início das partidas, conforme apontado por Léo Ortiz. A rápida volta à competição no meio da semana exige decisões pragmáticas e foco em resultados.

Para a torcida rubro‑negra, a cobrança é por reação imediata: manter a ambição que rendeu títulos em 2025, sem perder de vista que derrotas isoladas podem servir como estímulo para ajustes. A Nação acompanhará de perto as decisões do clube e a resposta do elenco em campo.