Flamengo x PSG: final em Doha reúne ambição rubro-negra, protagonistas e lembranças de Ronaldinho

Flamengo x PSG coloca o time rubro-negro diante de um adversário de elite e pode coroar uma temporada histórica. A final da Copa Intercontinental em Doha aparece como a última grande prova de 2025: é jogo para testar técnica, coragem e capacidade de decisão do elenco comandado por Filipe Luís.

O cenário da final e a expectativa para amanhã

Flamengo x PSG será decidido nesta quarta-feira (17), às 14h (horário de Brasília), no Estádio Ahmed bin Ali, no Catar. Depois de eliminar Cruz Azul e Pyramids, o Flamengo chega embalado pela conquista da Libertadores e do Campeonato Brasileiro, com a chance de encerrar 2025 com mais um título internacional que reforçaria o peso da temporada.

A delegação rubro-negra desembarcou em Doha com foco e atenção nos detalhes: trabalho tático, condição física e preparo mental. A expectativa entre jogadores e comissão é grande, porque a final será um confronto direto entre o futebol sul-americano em alta e uma potência europeia em fase forte.

Filipe Luís: foco na decisão e planos para 2026

Filipe Luís tem mantido tom firme e ambicioso nas entrevistas e treinos. Embora o foco imediato seja o duelo em Doha, o treinador já pensa nos próximos passos do projeto, com a ideia de manter a competitividade da equipe em 2026 e buscar novos troféus que consolidem o padrão de jogo.

— Faltaria a Recopa também (risos). Temos que buscar todos sempre. Ter a possibilidade de ganhar títulos é a melhor sensação de todas. Esta equipe, do jeito que joga, é tudo que eu penso e tudo que imaginei no campo de futebol, as coisas boas e as não boas –

Além da ambição por mais conquistas, Filipe Luís valoriza o processo de evolução do time e cita referências para o seu trabalho. A possibilidade de disputar a Recopa contra o Lanús em fevereiro de 2026 já está no radar do técnico como sequência natural das vitórias conquistadas em 2025.

— Me sinto representado em campo. Eu não descanso, estou em constante aprendizado. O time do Luis Enrique é de invejar. Espero dar a mão para ele antes do jogo –

Jorge Carrascal: adaptação rápida e importância decisiva

Contratado na metade do ano, Jorge Carrascal passou de reserva a peça titular e decisiva no Flamengo. O meia colombiano encontrou no clube ambiente propício para evoluir e deixou claro que a escolha de voltar à América do Sul e vestir o Manto foi acertada.

— Fiz boas escolhas na minha vida. Vir novamente para a América do Sul, para o Flamengo, é uma das melhores decisões da minha vida. Deus me dá essa gratidão de ser campeão da Copa Libertadores com um time tão grande —

Carrascal também destacou como o apoio dos companheiros e a presença de jogadores que falam espanhol facilitaram sua adaptação, além da confiança transmitida pelo treinador desde o início.

— Desde que cheguei senti o apoio dos colegas, Filipe Luís e o seu carinho desde o início foi fundamental, e fez-me fluir desde o início… graças a eles eu consegui me adaptar super bem. A adaptação dependeu de que existem muitos jogadores argentinos, uruguaios, chilenos. Saber que o treinador fala espanhol é fundamental para nós. E ele me deu essa liberdade, essa confiança, para que eu pudesse me adaptar rapidamente —

Em números, Carrascal soma atuações e participações importantes: gols e assistências que ajudaram a decidir clássicos e momentos chave da campanha. A forma física e a leitura de jogo do colombiano são trunfos que Filipe Luís pode explorar diante do PSG.

Zagueiros que marcam: arma inesperada do Flamengo

Um diferencial do Flamengo em 2025 foi o peso ofensivo vindo da defesa. Léo Pereira, Danilo e Léo Ortiz contribuíram com gols importantes ao longo da temporada, transformando bolas paradas e presença aérea em vantagem tática.

Essa característica obriga o adversário a preparar marcações específicas e, ao mesmo tempo, oferece ao Flamengo alternativas no ataque quando as rotas pelos lados ou pelo meio são bloqueadas. Para a final, a definição da dupla de zaga titular terá impacto direto no equilíbrio entre solidez defensiva e capacidade ofensiva nas jogadas aéreas.

Ronaldinho relembra passagens por Flamengo e PSG e evita escolher lado

Ronaldinho Gaúcho, que vestiu as camisas do Flamengo e do PSG em momentos distintos da carreira, falou sobre as diferenças entre as experiências e sobre a final, mas preferiu não apontar torcida, escolhendo valorizar o significado do jogo.

“Foram dois momentos muito importantes da minha carreira. No Flamengo, o que mais me marcou foi a dimensão do clube e a força da torcida. Vestir aquela camisa traz uma responsabilidade enorme, e viver o cotidiano do futebol brasileiro, com tanta paixão e cobrança, foi uma experiência muito intensa”

“No PSG, vivi um período especial, de crescimento e transformação do clube. Foi um momento em que o PSG começou a se consolidar no cenário internacional. Ter participado disso, ajudando a construir uma identidade e deixando uma marca, é algo que me dá muito orgulho até hoje”

“Quando você tem história com os dois lados, fica difícil escolher um só. O mais importante é valorizar o que essa final representa. O Flamengo chega em ótimo momento, e é motivo de orgulho ver um clube brasileiro novamente em uma decisão tão grande. O PSG também vive uma fase muito positiva, com um time confiante e competitivo”

As palavras de Ronaldinho reforçam a dimensão simbólica do confronto entre Flamengo e PSG: não é apenas uma final, é o encontro de trajetórias e memórias que unem jogadores, ex-atletas e torcedores.

O que esperar da partida e recado à Nação Rubro-Negra

Do ponto de vista tático, o Flamengo precisa equilibrar protagonismo com cautela: pressionar e construir jogadas sem se expor demais, proteger a saída de bola contra contra-ataques e explorar as bolas paradas onde seus zagueiros têm vantagem. Filipe Luís terá também a missão de ajustar peças para neutralizar estrelas do PSG sem abrir mão da verticalidade que fez o time vencer em 2025.

Para a Nação, a mensagem é de confiança. O elenco combina experiência — jogadores que já somaram títulos e vivências — com sangue novo que entrou e se firmou ao longo do ano. Amanhã, quarta-feira (17), às 14h (horário de Brasília), o Flamengo entra em campo com a chance de encerrar 2025 com mais um capítulo brilhante em sua história.

Independente do resultado, a final em Doha será prova de caráter e oportunidade para consolidar ainda mais o projeto que deu ao clube Libertadores e Brasileiro. A Nação estará atenta e confiante, pronta para empurrar o time até o apito final.