Flamengo x Pyramids: retrospecto histórico contra africanos, provável escalação do rival e recado de Bruno Henrique

Flamengo x Pyramids entra em campo neste sábado, 13/12/2025, e traz à tona um retrospecto favorável do Rubro-Negro contra equipes africanas — um fator que embala a delegação e os torcedores antes da semifinal da Copa Intercontinental em Doha.

Retrospecto rubro-negro contra equipes africanas

Ao longo de décadas, o Flamengo construiu um histórico amplamente positivo em confrontos contra clubes e seleções do continente africano. São 23 jogos no levantamento mais recente: 16 vitórias, seis empates e apenas uma derrota, com 54 gols marcados e 21 sofridos — aproveitamento superior a 77%.

Essa única derrota ocorreu em 1985, durante excursão à Líbia, quando a seleção local venceu por 2 a 0. Desde então, partidas memoráveis nas décadas de 60, 70, 80 e 90 reforçaram a tradição rubro-negra em duelos intercontinentais, que incluem encontros em países como África do Sul, Angola, Costa do Marfim, Gana e Zaire (atual República Democrática do Congo).

No histórico de artilheiros desse recorte aparecem nomes como Foguete e Paulo Nunes, com quatro gols cada. Entre os atletas do elenco atual, Pedro tem participação relevante: marcou duas vezes contra o Al Ahly no Mundial de Clubes de 2022 e segue como referência na busca por resultados em torneios globais.

Último confronto e referência para a preparação

O último duelo do Flamengo contra um clube africano aconteceu em junho de 2025, pela fase de grupos da Copa do Mundo de Clubes nos Estados Unidos, quando o Rubro-Negro bateu o Espérance, da Tunísia, por 2 a 0, com gols de Arrascaeta e Luiz Araújo.

A partida contra o Espérance virou parâmetro para parte da preparação em Doha: foi citada internamente como referência física e tática para suportar o ritmo exigido pela semifinal. A comissão técnica, liderada por Filipe Luís, trabalha para administrar o desgaste do elenco e manter o padrão competitivo exibido naquela apresentação.

O goleiro Agustín Rossi, por exemplo, apontou o confronto com o Espérance como um termômetro do condicionamento do time — elemento que pode fazer diferença diante de um adversário motivado e fisicamente preparado como o Pyramids.

O Pyramids: provável escalação e momento da temporada

O Pyramids, clube fundado há 17 anos, vive o melhor momento de sua curta história graças a investimentos e a um elenco competitivo. Na temporada 2025/26, a equipe soma números expressivos: 15 vitórias, quatro empates e três derrotas, com 39 gols marcados e 17 sofridos em todas as competições.

Para a semifinal diante do Flamengo, o técnico Krunoslav Jurčić deve repetir a base que eliminou o Al Ahli nas quartas de final. A provável escalação é: El Shenawy; Chibi, Galal, Samy e Mohamed Hamdi; Lasheen, Touré, Zalaka, Atef e Hafez; Mayele. A sequência de jogos sem derrota mostra um time confiante e bem encaixado taticamente.

“Eles têm isso, o que é importante nesses torneios. Talvez não tenhamos essa parte, pois somos um clube jovem, vivendo essa experiência pela primeira vez. Muito respeito ao Flamengo, mas somos bons. Vocês verão”

A postura ambiciosa do Pyramids é evidenciada pelas eliminações de Auckland City e Al Ahli e pelo objetivo claro de chegar à final — possivelmente contra o PSG —, o que torna a semifinal em Doha um confronto perigoso mesmo com o Flamengo na condição de favorito.

Clima rubro-negro e as declarações que chegaram ao grupo

A repercussão de declarações externas também mexeu com o ambiente. A fala de Luis Enrique, técnico do PSG, dizendo preferir não enfrentar o Flamengo na final, chegou ao grupo e foi comentada internamente, sem, porém, alterar o foco da equipe.

“Surpreso, porque eu ouvi de um treinador europeu e campeão, né? Meio surpreso”

Bruno Henrique, uma das vozes mais ouvidas no vestiário, valorizou o reconhecimento vindo de um técnico de prestígio, mas reforçou que o pensamento do elenco está na semifinal contra o Pyramids e no objetivo principal trazido desde a saída do Rio de Janeiro.

“A gente veio para o Mundial com a mentalidade de levar o Mundial para o Brasil. E quem a gente tiver que enfrentar… a gente vai encarar o Pyramids, e se Deus quiser chegar na final contra o PSG”

O atacante também seguiu o discurso de cautela e concentração pregado pela comissão técnica:

“Cada jogo uma final. Então a gente espera poder passar pelo Pyramids primeiro, para a gente poder sonhar essa final. E serão dois jogos muito difíceis”

O que está em jogo em Doha

Além da vaga na final contra o atual campeão europeu, o PSG, a semifinal representa para o Flamengo a oportunidade de buscar o bicampeonato mundial e ampliar um legado de conquistas internacionais que alimenta a identidade do clube.

Filipe Luís terá a tarefa de conciliar rotação e qualidade para apresentar a melhor versão do time em Doha. Para a torcida, o jogo vale mais do que a classificação: é a confirmação de um projeto que mira resultados de alto nível em competições globais.

Independentemente do desfecho, Flamengo x Pyramids promete um duelo de intensidade, com o Rubro-Negro carregando um retrospecto histórico favorável e o adversário chegando embalado e decidido a escrever sua melhor página internacional.