GANHAR FLA X FLU É NORMAL SÓ PRO MENGÃO

“O Fla-Flu não tem começo. O Fla-Flu não tem fim.”
“O Fla-Flu começou quarenta minutos antes do nada.”
“E aí, então, as multidões despertaram.” — Nelson Rodrigues
Após uma histórica vitória na altitude, em nossa estreia na busca do penta da Libertadores, com uma Logística perfeita, mas o desafio foi virar a chave, porque tem clássico domingo.
Sou de um tempo em que eles se vangloriavam de ter mais títulos cariocas. Só que, no nosso penta-tri, em 2009, surge uma nova hegemonia — a nossa. Aqui no Rio, temos mais títulos do que qualquer outro. Como se não bastasse isso, surgiu, de uns tempos para cá, após alguns reveses nossos, um discurso deles dizendo que ganhar da gente é normal. Será mesmo? Claro que não.
Até então, contando com ontem, foram 460 jogos, sendo 164 vitórias nossas, contra 144 derrotas e 148 empates. Ou seja, há mais empates do que vitórias deles. Logo, os números não mentem: eles são nossos fregueses, e ponto final.

O JOGO
Além disso, vencer o Flu foi importantíssimo para nos manter no bloco de cima e diminuir a diferença da “Clorofila” (segundo nosso amigo Jorge Gomes).
No jogo, logo no início, parecia que era nosso dia. Um dos melhores jogadores deles se lesionou e, depois, Pedro fez um gol magistral, encobrindo o Fábio, em uma bela pressão na saída de bola, com participação do Arrascaeta e assistência do Lino. Esses fatores quebraram toda a estratégia que o Zubeldía armou para nos superar.
Eles ficaram tão atordoados que, se não fosse um milagre do Fábio, teriam sofrido outro gol. A assistência fez bem ao Lino, que estava se sobressaindo nos dribles pela linha de fundo, precisando apenas caprichar mais nos cruzamentos.
Dominamos o meio-campo. Praticamente todas as sobras de bola eram nossas. Não demos mole para eles: foram 7 finalizações nossas, sendo 4 no gol, contra 3 deles — nenhuma no Rossi — nessa primeira etapa em que não fomos ameaçados.
No segundo tempo, Pedro deixou Plata na cara do gol. Como ele ainda não tem tanta intimidade, acabou desperdiçando. Mas, graças a Deus, na blitz temos Pedro, que, de peito — de coração — fez Mengão 2 a 0 em uma lindíssima assistência de trivela do Lino.
Nosso maior artilheiro do século quase marcou o terceiro carimbando a trave, e se não fosse o Fábio, teria feito mais gols. Lino deu lugar ao BH e saiu sob merecidos aplausos.
No entanto, o Flamengo gosta de emoção e, em uma bobeira do Alex Sandro, eles diminuíram. Em seguida, BH fez um drible de corpo sensacional e acionou Carrascal, mas o zagueiro do Flu mandou para escanteio.
O jogo estava tranquilo, e, de repente, ganhou emoção até o fim — é Fla-Flu, amigo.
No finalzinho, BH, após assistência de Carrascal, que entrou muito bem até então, driblou o Fábio, mas a bola saiu tirando tinta da trave. Pouco depois, Carrascal, desnecessariamente, deu uma tesoura no Guga, no meio-campo, e foi expulso. Aliás, como temos tido expulsões bobas.
E fim de papo.
Ganhamos o jogo merecidamente. Fomos superiores e vencemos mais um Fla-Flu, agora vão chorar dizendo que só perderam porque o jogo foi adiado, ora bolas, quem é que banca o Maracanã? Ah, vão chorar na cama que é lugar quente!
Por fim, segue tudo normal no RJ!