Longo prazo: expressão que muito cartola usa em campanha presidencial ou ao apresentar um novo treinador, mas que pouquíssimos realmente cumprem no futebol brasileiro. Prova disso é que estamos em março e a Série A 2020 já teve seis trocas de comando: Atlético-MG, Cruzeiro, Vasco, Botafogo, Ceará e Sport mudaram de treinador nesse início de ano.

Um levantamento detalhado realizado pelo Globoesporte aponta o Grêmio como clube com menos trocas de comando desde 2003, início da ‘era dos pontos corridos’. A fonte levou em conta os dados/estatísticas de 28 clubes* que estão/estiveram na elite nacional neste meio-tempo. Até o ano passado, a liderança absoluta era do Cruzeiro mas, desde a saída de Mano Menezes, o time mineiro emplacou nada menos que quatro trocas: Rogério Ceni, Abel Braga, Adilson Batista e Enderson Moreira.
Confira o top-5 de clubes com menos trocas de treinadores:
| Clube | Número de trocas (desde 2003) | Treinador mais longevo |
| 1) Grêmio | 31 | Renato Gaúcho (desde 09/2016) |
| 2) Cruzeiro | 32 | Mano Menezes (07/2016 a 08/2019) |
| 3) Corinthians | 32 | Tite (10/2010 a 12/2013) |
| 4) Santos | 35 | Muricy Ramalho (04/2011 a 05/2013) |
| 5) Internacional | 36 | Odair Hellmann (11/2017 a 10/2019) |

*Clubes considerados no levantamento: América-MG, Atlético-MG, Athletico-PR, Avaí, Bahia, Botafogo, Ceará, Chapecoense, Corinthians, Coritiba, Cruzeiro, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Goiás, Grêmio, Internacional, Náutico, Palmeiras, Paraná, Ponte Preta, Santa Cruz, Santos, São Paulo, Sport, Vasco e Vitória