Por: Isabelle Costa
A relação entre Flamengo e Portuguesa-RJ foi de um belo casamento em 2017, quando o clube chegou a acordo para usar o estádio da Lusa, que acabou batizado como “Ilha do Urubu”. Menos de três anos depois, o cenário é inverso, uma vez que, após incidentes no estádio e divergências nos bastidores, a parceria se converteu em briga judicial, com a Portuguesa movendo processo contra o Rubro-Negro.
Em contato com a reportagem do Coluna do Fla, o advogado que representa a Portuguesa, Antonio Carlos trouxe detalhes sobre o processo movido contra o Flamengo. O clube da Lusa entrou na justiça contra o Rubro-Negro por conta de duas torres que desabaram na Ilha do Urubu e precisavam ser retiradas. Apesar da determinação imposta no contrato, o Mais Querido não cumpriu com a sua parte e, até o momento, não removeu as torres.
— Esse processo é um contrato aditivo que foi feito depois que houve o desabamento das torres na ilha, as torres estão separadas em um local dentro do clube, nos fizemos um termo aditivo que essas torres ficariam aqui. e o flamengo deveria ter retirado essas torres há um tempo, por multa de 500 reais por dia. O Flamengo não cumpriu, não retirou essas torres, já houve a mudança de presidência, e nós entramos com uma ação de execução, estamos executando esse contrato. Já entramos com uma ação de execução, para que eles retirem as torres e que eles paguem o valor da multa que foi convencionada nesse contrato. Eles já foram citados, já apresentaram uma defesa, e o processo esta tramitando.
Em campo, Flamengo e Portuguesa se enfrentaram no último sábado (14), pela terceira rodada da Taça Rio, no Maracanã. No entanto, fora das quatro linhas, o último contato entre as equipes havia sido em novembro de 2019. Na ocasião, o Flamengo procurou o Departamento Jurídico da Lusa para oferecer um acordo, que não agradou os dirigentes. O advogado da equipe de Ilha do Governador garante que esta foi a única vez que o Rubro-Negro se manifestou em prol de um desfecho.
— Recebemos uma ligação de um advogado do Flamengo, e eles ofereceram um acordo, mas não interessou. O Flamengo não pagou, e está se manifestando como se não estivesse devendo a multa, mas existe o contrato, eles estão ganhando tempo. O advogado se justificou dizendo que era outra administração, mas a gente fez o contrato com o CNPJ do Flamengo. Se mudou a gestão ou não, isso não vem ao caso, mas tem que cumprir.
Com acordo fechado no primeiro semestre de 2017, o Flamengo pretendia mandar seus jogos na Ilha até 2019. Contudo, um acidente em fevereiro de 2018, provocado por conta dos temporais no Rio de Janeiro mudou os planos. Parte da estrutura do estádio foi comprometida e, o Fla rescindiu o contrato. Desde então, a Portuguesa faz cobranças ao Flamengo e alega que não recebeu os devidos pagamentos.
*A reportagem entrou em contato com o Departamento Jurídico do Flamengo, entretanto, não houve resposta até o momento da publicação.