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Jornalista pontua razões que tornam o Campeonato Carioca pouco atrativo para Jorge Jesus

Longe da televisão, com elenco composto apenas por atletas sub-20 e sem gols contra o Macaé, assim foi a estreia do Flamengo em 2020. Com a Supercopa do Brasil, contra o Athletico, e a Recopa Sul-Americana na lista de prioridades, talvez nem tenhamos as grandes estrelas comandadas por Jorge Jesus somando minutos em campo no Campeonato Carioca. O estadual, aliás, é apontado como um problema para os desejos do Mister.

Em seu blog, o jornalista André Rocha citou alguns pontos que fazem do Estadual, além de menos relevante, pouco atraente para os objetivos de Jorge Jesus – e do próprio Flamengo – nesta temporada.

Número de jogos
Em 2019, o Flamengo fez 74 jogos, ou 76 se contarmos os dois pela Flórida Cup. Dezessete pelo estadual. Sem eles cairia para 59 partidas no ano. Número bem mais razoável.

Em 2020, o Flamengo não disputou a Flórida Cup, mas vai encarar a Supercopa do Brasil, contra o Athletico, no Mané Garrincha, e a Recopa Sul-Americana enfrentando o Independiente Del Valle. Como o objetivo é disputar todos os títulos, o Flamengo pode chegar a 82 jogos no ano. Sem o Carioca, o número cairia para 64.

Ser europeu
Além da dificuldade de um europeu compreender a relevância dessa competição, há o desgaste do torneio que, entre todos os disputados, só não tem mais partidas que o Brasileiro na temporada. Além do desprezo do treinador, os jogadores da Europa também resistem à ideia de jogar o campeonato regional.

Mentalidade
A mentalidade no departamento de futebol do Flamengo mudou. Radicalmente. Não há espaço para um torneio que perde cada vez mais significado no calendário brasileiro. Por isso, o conflito interno. Alguns dirigentes e conselheiros resistem à ideia de desprezar o Carioca, disputando com equipe alternativa.

Publicado em colunadofla.com.