José Boto não descarta deixar o Flamengo no futuro. O diretor de futebol do Mengão afirmou estar aberto a propostas e revelou que não fecha portas para um retorno ao futebol grego, onde trabalhou no PAOK, em entrevista à Gazzetta.
“Estou sempre aberto a todas as propostas. O futebol me ensinou a nunca dizer ‘nunca’. Isso é um absurdo. Não sei o que o futuro me reserva, mas amo a Grécia”, disse o português.
A declaração não é uma recusa direta ao trabalho no Rubro-Negro. Boto deixou clara sua abertura a novos desafios, mas condicionando qualquer mudança à qualidade do projeto. “Se eu recebesse uma proposta e não tivesse um time, mas o projeto fosse bom, é claro que eu pensaria a respeito. Agora tenho uma experiência diferente do PAOK, então por que não?”, completou o dirigente.
A fala de Boto chega em um momento de atividade intensa na diretoria do Mais Querido. Desde sua chegada ao Brasil, em 28 de dezembro de 2024, o português tem tocado a estrutura de futebol do clube e participado de decisões estratégicas sobre elenco e planejamento financeiro.
Pouco mais de um ano no Flamengo
Boto foi o primeiro nome confirmado para a diretoria de Luiz Eduardo Baptista, o Bap, que assumiu a presidência do clube em janeiro de 2025. O português oficialmente começou seu trabalho no Mengão neste mesmo mês, deixando para trás o comando do NK Osijek, da Croácia, onde estava envolvido em um projeto que buscava firmar a equipe como protagonista no campeonato local.
Sua chegada representou uma aposta do novo presidente na modernização da estrutura de futebol. Boto trouxe experiência internacional e uma visão diferente sobre mercado, avaliação de talentos e gestão de elenco — aspectos que marcaram seus anos de trabalho em clubes europeus.
Ainda que recém-chegado ao Flamengo, o diretor já acumula demandas complexas. A indefinição sobre renovações de contratos, negociações com agentes e a necessidade de reforços estratégicos ocupam boa parte de seu tempo. A gestão de recursos financeiros também é prioridade, especialmente em um cenário em que o clube busca otimizar gastos sem comprometer a competitividade.
Abertura para novos projetos
A sinceridade de Boto sobre sua disposição em ouvir propostas reflete uma realidade comum entre profissionais de alto nível do futebol: projetos evoluem, contextos mudam e oportunidades surgem. Sua passagem anterior pela Grécia, onde acumulou experiência no PAOK, deixou marcas positivas que o tornam atrativo para clubes daquela região.
O dirigente português é conhecido por sua capacidade de trabalhar em estruturas competitivas e por sua visão clara sobre o tipo de projeto que o atrai. Sua experiência inclui trabalho em mercados diversos, o que lhe permite avaliar com segurança as reais perspectivas de um projeto antes de comprometer tempo e credibilidade.
A declaração também indica que Boto não se vê preso ao Mengão por contrato ou lealdade excessiva — uma postura profissional que não é exclusiva de dirigentes portugueses, mas frequente no mercado internacional. Para ele, o que importa é a qualidade do desafio e o potencial de crescimento.
No Flamengo, porém, há trabalho à vista. As próximas semanas e meses serão decisivos para consolidar sua gestão e demonstrar que o investimento feito na sua contratação trouxe retorno efetivo. Seu desempenho nos próximos períodos — especialmente em decisões de mercado e estruturação do elenco — vai dizer se permanece no cargo ou se de fato segue em busca de novos horizontes.
Enquanto isso, a Nação rubro-negra acompanha as movimentações. O jogo contra o Coritiba, neste sábado (30), no Maracanã, pela 18ª rodada do Brasileirão, marca o último compromisso do Mais Querido antes da pausa para Copa do Mundo — período em que decisões sobre planejamento e futuro tendem a ganhar força.

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