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Justiça acata denúncia do MP e segue para julgar responsáveis por incêndio no Ninho; pena pode chegar a seis anos

O dia 8 de fevereiro nunca mais será o mesmo para o Flamengo e sua torcida. Isso porque, neste dia, em 2019, o Rubro-Negro sofreu a maior tragédia de sua história, quando o alojamento das categorias de base do Ninho do Urubu pegaram fogo e dez jovens atletas morreram. Na última sexta-feira (15), o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) aceitou a denúncia feita pelo Ministério Público (MP-RJ) listando 11 réus após a conclusão das investigações.

Segundo informações divulgadas pelo GE, o juiz titular da 36ª Vara Criminal, Marcelo Laguna Duque Estrada, foi quem expediu o ofício comunicando o recebimento da denúncia. Em meio a isso, os 11 réus vão responder à justiça por incêndio culposo (ou seja, sem intenção) e qualificado, pois terminou em morte. Além disso, todos serão julgados também por lesão corporal, por conta dos três jovens que sobreviveram após terem sofrido ferimentos graves. Por outro lado, como as denúncias não foram por homicídio, nenhum dos réus irá a júri popular.

Para os crimes definidos na forma culposa, o Código Penal não prevê pena de prisão em regime fechado. Em caso de detenção, os réus poderão cumprir o regime aberto ou semi-aberto (quando é necessário que o acusado durma na prisão, mas tem liberdade para sair durante o dia). Além disso, ainda de acordo com o GE, as penas podem variar de um ano e quatro meses até seis anos.

CONFIRA QUEM SÃO OS 11 RÉUS:

*Empresa que forneceu os contêineres

Cabe lembrar que os eternos ‘Garotos do Ninho’ que perderam a vida no incêncio foram: Athila Paixão, Arthur Vinícius de Barros Silva Freitas, Gedson Santos, Pablo Henrique da Silva Matos e Bernardo Pisetta, todos com 14 anos. Além de Christian Esmério, Jorge Eduardo Santos, Samuel Thomas Rosa e Vitor Isaías, com 15 e, com 16, Rykelmo de Souza Vianna.

Publicado em colunadofla.com.