Marcos Braz admite que “trocaria de novo” e explica a saída de Dorival Júnior do Flamengo

A saída de Dorival Júnior do Flamengo voltou ao centro do debate após declarações de Marcos Braz, que reforçou que a decisão tomada em 2022 teve mais relação com negociações e inseguranças contratuais do que com o desempenho imediato. A expressão “saída de Dorival Júnior” aparece como fio condutor da análise do dirigente.

O que motivou a decisão

Marcos Braz explicou que o clube buscou renovar o vínculo e levou uma proposta ao treinador, mas a contraproposta criou dúvidas nas tratativas. Diante da possibilidade de ficar “refém” de uma negociação sem garantias, a diretoria optou por outro caminho — mesmo sem certezas plenas sobre o futuro.

— A gente iniciou o processo de renovação e fez uma proposta. Veio uma contraproposta e no meio disso aí entendemos que não deveríamos ficar reféns e fomos por outro caminho. Isso foi o que aconteceu. Talvez se tivéssemos mais certezas em relação a a, b ou c, poderíamos estender essa negociação por um novo contrato –

Braz destacou ainda que avaliações tendem a ser feitas com base nos resultados posteriores, o que dificulta análises justas do processo decisório.

Legado de Dorival e reencontros à vista

Apesar da saída, a passagem de Dorival Júnior pelo Flamengo em 2022 deixou títulos importantes: Copa Libertadores e Copa do Brasil, com aproveitamento de 26 vitórias, oito empates e nove derrotas em 43 partidas. Esse legado torna a discussão sobre a saída ainda mais sensível para a torcida.

— Mas entendemos que deveríamos trocar e foi feito. Falar desse assunto em cima dos resultados… Na verdade, a análise é essa, em cima dos resultados posteriores, aí é muito difícil. Eu acho… Acho não, eu trocaria de novo –

O reencontro acontecerá em duas frentes: na final da Supercopa do Brasil, em 1º de fevereiro, quando Dorival estará no comando do Corinthians, e já na próxima rodada do Carioca, com o Flamengo entrando em campo no domingo (25) contra o Fluminense.