Matheus Brum: “Entreguem a taça e que venha o Grêmio”

Matheus Brum: “Entreguem a taça e que venha o Grêmio”

Olá companheiros e companheiras de Coluna do Fla. Como estão? Como sempre, estamos aqui para falar de mais uma vitória, de mais três pontos no bolso. Dessa vez, no Fluminense, que foi presa fácil no Maracanã. Flamengo jogou como sempre: pressionando em cima e criando várias jogadas, não dando muitas possibilidades para que o fraco time tricolor nos assustasse. Além disso, nas pouquíssimas vezes que chegou, Diego Alves (melhor goleiro atuando no futebol brasileiro) estava lá.

Com todos os nossos principais rivais – Palmeiras e Santos – tendo disputado seus jogos, abrimos 10 e 13 pontos, respectivamente, faltando 11 partidas para o fim do Campeonato Brasileiro. No tweet abaixo, do jornalista Rodolfo Rodrigues, ele lista a diferença de pontos entre líder e vice-líder, em edições anteriores. Repare que, em que, todos os casos listados, o líder levantou a taça ao fim do torneio.

E ainda há outro agravante positivo: o futebol jogado. A diferença de pontuação também é vista em campo. A revolução de Jorge Jesus não é apenas no Flamengo, mas na estrutura do futebol brasileiro. JJ coloca nas quatro linhas um futebol ofensivo, com marcação pressão. Além disso, utiliza os melhores atletas em todas as competições, sem o velho estereótipo de poupar de um torneio para priorizar outro.

Então, nessa equação que consiste em diferença de pontos e futebol praticado, é praticamente impossível imaginar uma reviravolta nesta altura do campeonato. Palmeiras e Santos não conseguem se encontrar em campo e não mantêm regularidade. A única possibilidade de ambos é, no confronto direto, tirar parte da diferença. Mas, cá entre nós, alguém acredita nisso? Com o futebol praticado pelo rubro-negro, entramos em campo com muita vantagem sobre nossos adversários diretos.

Dito isso, para finalizar a primeira parte deste texto, chegou a hora de dizer em alto e bom som: CBF ENTREGUE A TAÇA! Só uma hecatombe tira o hepta da Gávea, coroando um trabalho absurdo de um treinador que chegou para “colonizar” (piada ruim, cara) o atrasado futebol tupiniquim.

E, uma destas hecatombes, pode ser uma trágica eliminação na Libertadores. Porém, contudo, entretanto, todavia, o nosso futebol é superior ao aplicado pelo Grêmio. A grande diferença é que, da mesma forma que jogamos muito em Porto Alegre, o tricolor gaúcho pode aprontar no Maracanã. Por isso, precisamos ter toda a cautela do mundo neste jogo.

Há três anos Renato é treinador do Grêmio. Há três anos sabemos que ele prioriza as copas, em relação ao Brasileiro. Parte pela tradição copeira do clube, parte pela falta de qualidade no elenco. Tanto é que, das 27 rodadas do BR 19, em 12, Portaluppi colocou os reservas em campo. Tanto é que estão em 7ª lugar, com 41 pontos, 23 atrás de nós.

Então, nas copas, o Grêmio cresce de produção. E eles estão tentando, de todas as formas possíveis, pilhar o Flamengo para a decisão de quarta. JJ, atletas e diretoria, têm sido inteligentes de fugir das polêmicas e deixar o campo e bola responder. Acredito, muito, em uma grande partida na volta da semifinal, para classificarmos para a final, depois de 38 anos.

Agora, é rezar para São Judas Tadeu nos abençoar com o retorno de Rafinha e Arrascaeta, que serão importantíssimos para estas partidas, principalmente nosso lateral direito. Depois disso é fazer um jogo inteligente, pressionando, amassando o Grêmio, mas não deixando a defesa desguarnecida, para evitar contra-ataques.

Se passarmos pelo Grêmio, e vamos passar, ninguém nos segura! Vamos partir para conquistar o Brasil, a América, e, quem sabe, o mundo!

Matheus Brum
Jornalista
Twitter: @MatheusTBrum

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