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Matheus Brum: “O problema é na esquerda”

Olá, companheiros e companheiras do Coluna do Fla! Felizes? Acredito que sim! Em um amistoso de luxo, vencemos o Athletico e conquistamos o primeiro troféu, de muitos, na temporada. O jogo foi relativamente tranquilo. Flamengo manteve o padrão do ano passado, controlou o meio-campo, foi agressivo, fez 2 a 0, e depois segurou. Em um contra-ataque, “fechamos o caixão” com o gol do Arrascaeta.

Tudo muito bom, tudo muito bonito. Entretanto, o título evidenciou um problema que vem aparecendo desde 2019: a lateral esquerda Para o fã clube “Reneymar”, um aviso: não fiquem ensandecidos com este texto! Mesmo com a fragilidade de Filipe Luís, o camisa 16 é IMENSAMENTE superior ao Renê.

Enfim, vamos aos fatos. Em pelo menos duas jogadas (mostradas nos tweets abaixo) os paranaenses tiveram campo aberto pelo lado direito de ataque. Nenhuma das jogadas levou perigo, mas o simples fato de ter este espaço, já preocupa. Uma equipe melhor pode usar esta brecha para construir jogadas e nos vencer.

Quando o Flamengo ataca, Filipe sobe. Em alguns momentos, fica na mesma linha de Gerson e Arão, ajudando na troca de passes no meio-campo. Em outros, vai até a linha de fundo, como um típico lateral. O problema é na recomposição. O camisa 16 já não tem um grande vigor físico. No final do confronto, reclamou do jogo às 11 horas, no calor de Brasília. Está correto! É desumano, no início da temporada – Flamengo só tem 21 dias de trabalho – disputar uma decisão nestas condições. Só que as falhas defensivas não vêm de hoje.

Filipe faz dobradinha com Arrascaeta pelo lado esquerdo. Porém, quase sempre, o meia não faz a recomposição, nem a cobertura no balanço defensivo (forma como os jogadores se posicionam quando a equipe está atacando, já esperando a perda de bola). Sem a dupla, quem precisa marcar são os volantes e zagueiros. Se Gerson e Arão vão cobrir o espaço, abre “buraco” no meio. Se Gustavo Henrique (ano passado Marí) “dá uma” de lateral esquerdo, normalmente vai perder na velocidade.

Um dos grandes desafios de Jorge Jesus nesta temporada é conseguir organizar a equipe defensivamente para o lado esquerdo não seja nosso ponto fraco. Colocar o Renê não vai adiantar. A velha mística criada por parte da imprensa esportiva de que ele é bom na defesa não se comprova na análise dos jogos, nem nos scouts. Sem contar que, com o camisa 6, perdemos qualidade na saída de bola e chegada no fundo. E estas são as principais qualidade de Filipe Luís.

Não é momento de caça as bruxas, ou de colocar o lateral titular da Copa do Mundo de 2018 no banco. Muito pelo contrário. É olhar as deficiências e acertá-las para o restante da temporada. Filipe tem, e muito, a contribuir com o time. É “oto patamá” em relação aos laterais que atuam por aqui!

Matheus Brum
Jornalista
Twitter: @MatheusTBrum

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Publicado em colunadofla.com.