Nico De La Cruz foi oficialmente vetado e não viajará para o jogo contra a Chapecoense nesta quarta-feira (22), às 21h30, na Arena Condá. A decisão ocorreu por causa do histórico de problemas no joelho direito do uruguaio e pela preocupação da comissão técnica com o gramado sintético do estádio catarinense. O técnico Leonardo Jardim confirmou a ausência após reavaliações feitas pelo Departamento Médico do clube.
A confirmação do veto marca mais um capítulo na sequência de indefinições envolvendo o meio-campista. Após retornar ao Flamengo em 8 de julho, seguindo sua participação em três jogos na Copa do Mundo, De La Cruz apresentou índices físicos insuficientes e não foi relacionado para o amistoso contra o Olimpia, vencido pelo Rubro-Negro por 4 a 2, na última sexta-feira. Naquela ocasião, Jardim já havia revelado a existência de um problema nas análises médicas de força, sem precisar o tempo de recuperação.
— Sobre o Nico, nós tivemos um problema nas nossas análises médicas de força e também está com um problema que não sei por quanto tempo o deixará de fora — afirmou o técnico em coletiva após o amistoso.
A preocupação com o joelho e o gramado sintético
O veto para Chapecó reforça a cautela do departamento médico do Flamengo com a condição do uruguaio. De La Cruz carrega histórico crônico de problemas no joelho direito, condição que costuma ser agravada por campos com piso sintético e em jogos em altitude. A Arena Condá, justamente, dispõe de gramado sintético, fator determinante para a decisão de não arriscar o jogador na viagem.
A situação reflete um padrão recorrente desde a chegada de De La Cruz ao Flamengo, em dezembro de 2023, vindo do River Plate por 16 milhões de dólares. Em 2024, o meio-campista sofreu quatro contusões, resultando em 26 partidas perdidas. Em 2025, o quadro se agravou com cinco lesões diferentes, totalizando 21 jogos ausentes. Os joelhos permaneceram como principal foco de preocupação durante toda essa sequência.
Antes deste novo problema, De La Cruz havia disputado 19 partidas na temporada, com um gol marcado e uma assistência. Seu desempenho quando disponível continua sendo considerado importante pela comissão técnica, mas a frequência de interrupções compromete o aproveitamento do investimento realizado na época de sua contratação. O contrato do uruguaio com o Mais Querido estende-se até dezembro de 2028.
Desfalques acumulados em sequência decisiva
A ausência de De La Cruz chega em momento crítico para o Flamengo. O clube retorna aos compromissos do Campeonato Brasileiro após a pausa para a Copa do Mundo, enfrentando uma sequência de três partidas em oito dias que será fundamental para a campanha. Além da Chapecoense, o time visitará o São Paulo no Maracanã e enfrentará o Internacional no Beira-Rio.
Paralelamente, o Rubro-Negro acumula outras peças indisponíveis. Jorge Carrascal ainda cumpre as duas últimas partidas de sua suspensão, começando justamente contra a Chapecoense. Lucas Paquetá, Luiz Araújo e Arrascaeta seguem em diferentes estágios de recuperação, obrigando Jardim a fazer ajustes significativos na composição ofensiva do elenco.
A comissão técnica ainda necessita reduzir ao menos quatro dos sete pontos que separam o Flamengo do líder antes do jogo atrasado contra o Mirassol, o que significa vencer pelo menos duas das três próximas partidas. A sequência pesada coloca pressão adicional sobre disponibilidade e recuperação de jogadores fundamentais.
O favoritismo rubro-negro contra a Chapecoense é evidente: a equipe catarinense ocupa a lanterna com apenas 9 pontos e saldo defensivo de -16. Contudo, o aproveitamento do Flamengo como visitante fica em 63%, inferior aos 70,8% registrados em casa, o que reforça a importância de manter o elenco equilibrado. Sem De La Cruz disponível, Jardim terá de contar com alternativas no meio-campo para tentar começar a sequência decisiva com vitória.

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