“A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda.” — Pv 16:18, Bíblia Sagrada.
Queridos amigos flamenguistas, me perdoem, mas não há Vitória, Palmeiras, Vasco etc. Aqui no Hemisfério Sul, o Flamengo só perde para ele mesmo. E a nossa soberba, em alguns momentos históricos, já nos proporcionou derrotas revoltantes. A lista é grande: América-MEX, Santo André, Confiança… e agora o Vitória-BA.
Futebol é 11 contra 11, e se ganha no campo, não na escalação do papel. Quando se tem oportunidade, é preciso matar logo o jogo e não ficar brincando com a sorte. A maior forma de respeitar o adversário é enchendo a rede dele de bolas.
Portanto, o que vimos na quinta-feira, em nossa eliminação, foi uma total falta de respeito com uma Nação de mais de 45 milhões de torcedores apaixonados. O Flamengo subestimou o adversário.
Antes do jogo, todos falavam da atmosfera difícil que seria jogar na Bahia. E nós, após dominarmos facilmente o Grêmio lá no Sul — talvez até por conta disso, somado ao desempenho no jogo de ida, em que vencemos por 2 a 1 e só não fizemos mais gols pela falta de pontaria e pelos milagres realizados pelo goleiro do Vitória —, entramos em campo acreditando que a classificação viria naturalmente.
Tomamos um gol de rara felicidade do atacante, daqueles em que, de dez tentativas, ele acerta uma — e infelizmente foi justamente contra nós. O que se viu depois foi um verdadeiro festival de erros nas finalizações.
Também não concordei com a decisão do nosso treinador de deixar o De la Cruz no banco e colocar vários atacantes sem meias de armação. O resultado foi um time desorganizado e afobado.
Tomamos o segundo gol e nos perdemos emocionalmente na partida, além, é claro, do mérito do adversário.
É evidente que a Copa do Brasil não é nossa prioridade máxima, mas, quando se veste a camisa do Flamengo, entra-se para ganhar, independentemente da competição. E essa eliminação apenas aumenta a pressão sobre nós nas demais disputas da temporada.
Além disso, o BAP deu uma declaração dizendo que o Fluminense foi mais eficaz do que Flamengo e Palmeiras, pois, com menos recursos, foi mais criativo e assertivo nas contratações.
Ora, bons jogadores como Lucho Acosta, Savarino, Canobbio e Castillo serviriam tranquilamente para compor elenco aqui. Mas nós preferimos atletas com cifras altíssimas. Paquetá vale cada centavo, mas também precisamos aproveitar oportunidades de mercado.
Esses jogadores não foram caros e cairiam como uma luva no elenco. Talvez apenas Lucho Acosta precisasse de mais adaptação ao futebol brasileiro.
Então agora o BAP reconhece que demos mole? Se é assim, demite logo o Boto e sua equipe e contrata o pessoal do Fluminense.
O nome disso é falta de humildade. E, infelizmente, isso pode acabar sendo transmitido aos jogadores e até a nós, torcedores.
O JOGO
Jogar naquele campo é sempre complicado — não só para o Flamengo, mas para qualquer equipe. E o Athletico-PR é um dos melhores mandantes do Brasileirão, perdendo apenas para o Fluminense.
No primeiro tempo, mais uma vez sofremos com o gramado. Em um lance infeliz, a bola desviou em Ortiz, Rossi falhou e saiu o gol deles.
A arbitragem errou feio ao não expulsar o jogador que quase quebrou a perna do Paquetá. Ali, certamente, os rumos da partida poderiam ter sido diferentes.
Até o fim da primeira etapa, o jogo ficou naquele “chove e não molha”.
Veio o segundo tempo, e melhoramos bastante. Começamos a martelar o Athletico, e, evidentemente, com o placar aberto, o jogo ficou mais franco, com chances para ambos os lados — inclusive bolas na trave.
O domínio das ações era nosso, até que BH deu uma bela assistência para Pedro, artilheiro do campeonato, empatar.
A partir daí, fomos para cima em busca da vitória. Porém, com a expulsão do Danilo, tivemos que “fechar a casinha”. E, pelas circunstâncias — desfalques importantes, gramado ruim, erro de arbitragem e um jogador a menos —, esse ponto acabou sendo muito importante.
O empate não é o fim do mundo.
Logo, basta vencer o Palmeiras e depois ganhar do Mirassol em casa para assumirmos a liderança. Aliás, até um simples empate contra o Mirassol já pode nos colocar na ponta, mas aqui é Flamengo — e jogamos sempre para vencer.
E só para termos uma ideia da diferença de postura entre quinta-feira e ontem: o Athletico-PR, fora de casa, é muito mais difícil do que o Vitória.
PRÓXIMO JOGO: É HORA DE GARANTIR A PRIMEIRA COLOCAÇÃO
Agora é virar a chave, porque a próxima semana exige concentração máxima.
Contra os argentinos quarta, minha maior preocupação é a violência do ambiente. Ainda bem que a arbitragem será do uruguaio Esteban Ostojich. Logo, talvez seja interessante dar a faixa de capitão ao Varela e colocar o De la Cruz para jogar kkkkk.
No entanto, apesar da preocupação, nosso histórico recente com arbitragem sul-americana também não ajuda. Basta lembrar dos vexames contra o Ñublense (1 a 1 em 2023) e a derrota para o Palestino por 1 a 0 em 2024.
Por outro lado, Ostojich foi o árbitro de vídeo da final de Lima, em 2019 — e isso, para mim, já basta.
Já contra o “Clorofila” quinta, temos que vencer e jogar bem, principalmente para acabar com essas narrativas sobre arbitragem.
SRN!

Fabio da Silva Gonçalves, casado, pai da Lorena, mora atualmente em Rio das Ostras RJ, Pastor auxiliar da ADVEC, Engenheiro, Professor concursado da FAETEC, estudou na Universidade Estácio de Sá, UCAM e Fasul, Mestrando em Ciências da Educação na UAP, foi figura assídua do Maracanã e tem como um dos maiores orgulhos de sua vida ser colunista do MELHOR site sobre Flamengo da Internet. O Flamengo RJ.