Lucas Paquetá saiu em defesa de Gonzalo Plata após a vitória do Flamengo sobre o Santos por 3 a 1, neste domingo (05), pela décima rodada do Brasileirão. O meia rasgou elogios ao equatoriano e pediu que eventuais erros sejam tratados internamente com a diretoria, sinalizando unidade no elenco em um momento delicado para o atacante.
O discurso de Paquetá ganhou força porque chegou logo após Plata entrar em campo e contribuir diretamente para a vitória. O equatoriano foi acionado por Leonardo Jardim aos 36 minutos do segundo tempo e, praticamente de imediato, deu a assistência para o gol do meia, o terceiro do Flamengo na partida. Na comemoração, Paquetá pediu aplausos para o companheiro, deixando claro que a relação entre eles permanecia intacta apesar das polêmicas da semana.
“É um excelente jogador, ídolo do Flamengo. Claro que não é passar a mão na cabeça se existir um erro, mas a gente conta muito com ele”, disse Paquetá em primeira declaração após o jogo. O tom equilibrado do meia refletia a posição que o Flamengo tentava estabelecer: reconhecer as dificuldades recentes de Plata sem enterrá-lo ou criar uma situação de isolamento no vestiário.
Em seguida, Paquetá aprofundou seu apoio ao companheiro e ressaltou que situações extracampo não deveriam comprometer a confiança no jogador. “São situações que ele trata com a diretoria, não sei muito bem o que aconteceu, mas o Plata é um grande jogador, é um vencedor, é um ídolo aqui dentro do Flamengo e nós estamos sempre juntos”, completou. A frase “nós estamos sempre juntos” foi particularmente significativa: um recado de solidariedade do vestiário justamente quando a indefinição cercava o atacante.
O meia também deixou espaço para crítica construtiva, traçando um paralelo com sua própria experiência no clube. “É claro que não é passar a mão na cabeça se existe um erro, assim como já fui cobrado. As pessoas cobram para tentar o melhor de cada um, mas é um excelente jogador, a gente conta muito com ele e hoje ele entrou bem, deu assistência e fez parte da vitória do Flamengo”, encerrou Paquetá, enfatizando que a cobrança é legítima, mas a confiança deve prevalecer.
Gonzalo Plata enfrenta um momento de indefinição no Flamengo há semanas. O atacante não conseguiu engatar uma sequência regular sob o comando de Leonardo Jardim e se viu envolvido em situações extracampo que geraram repercussão negativa e incomodaram dirigentes e torcedores. Essas circunstâncias o mantinham afastado da equipe titular e alimentavam especulações sobre um possível afastamento do clube.
A defesa pública de Paquetá, porém, não era isolada. Antes do jogo, o presidente Luiz Eduardo Baptista havia feito questão de deixar claro que o Flamengo não cogita desfazer-se do jogador. “O Plata é jogador do Flamengo, não temos nenhuma intenção de negociá-lo. E a situação dele é discutida e tratada pelo pessoal do futebol. Mas nós não temos nenhuma intenção de negociá-lo”, afirmou o mandatário. A repetição da mesma frase evidenciava que a diretoria desejava encerrar qualquer dúvida sobre o futuro do equatoriano no clube.
A combinação de apoio institucional com respaldo do vestiário representava uma tentativa de reposicionar Plata no projeto do Flamengo. Sua entrada contra o Santos e a assistência imediata reforçavam a mensagem: o jogador não estava fora da equação. O fato de Paquetá, um jogador importante no meio de campo, vir a público elogiá-lo tinha peso adicional, pois demonstrava que não havia fraturas internas que pudessem prejudicar o desempenho coletivo.
O próximo teste para essa solidariedade será a estreia do Flamengo na Libertadores. Na quarta-feira (08), o Rubro-Negro viaja para o Peru para enfrentar o Cusco no Estádio Inca Garcilaso de la Vega, pela primeira rodada da competição continental, às 21h30 (horário de Brasília). A apresentação de Plata em uma competição de grande relevância será observada de perto por torcedores e dirigentes, e o peso da mensagem de Paquetá poderá ser testado novamente caso o equatoriano receba oportunidade de atuar.

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