Lucas Paquetá abriu o placar, iniciou a segunda jogada da noite e controlou o meio de campo do Flamengo na goleada por 4 a 1 sobre o Independiente Medellín, na noite desta sexta-feira (17). Ainda assim, ficou de fora da seleção da rodada divulgada pela Conmebol horas depois do apito final. O destaque rubro-negro na eleição da entidade foi Arrascaeta, único representante do Flamengo no 11 ideal da Copa Libertadores.
A ausência de Paquetá surpreende justamente pela dimensão de sua influência no jogo. O meia não apenas marcou o primeiro gol, como também foi responsável por desencadear a segunda jogada da noite, que resultou no segundo gol de Bruno Henrique. Além disso, Paquetá praticamente monopolizou o controle do setor intermediário da equipe durante grande parte do confronto, definindo o ritmo e a circulação da bola rubro-negra. Sua exclusão da seleção da Conmebol levanta questionamentos sobre os critérios utilizados para montar o time ideal da rodada.
Arrascaeta marca presença enquanto companheiros ficam fora
Arrascaeta, por sua vez, teve atuação irrefutável e justificou sua inclusão no 11 da Conmebol. O meia-atacante uruguaio entregou uma assistência precisa para o segundo gol de Bruno Henrique e marcou o terceiro gol do Flamengo após receber passe do próprio atacante. Ainda na partida, Arrascaeta acertou uma bola na trave com um cabeceio bem colocado. Sua performance foi decisiva no resultado expressivo do Maracanã.
O que chama atenção, porém, é a exclusão de Bruno Henrique da seleção da rodada. O camisa 27 saiu do gramado com um gol e uma assistência, números que deveriam lhe render um lugar entre os 11 melhores da semana. Esta é a segunda rodada consecutiva em que o atacante aparece de forma destacada na competição. Na primeira semana, contra o Cusco (PER), Bruno Henrique foi o único flamenguista selecionado pela Conmebol, marcando o primeiro gol da vitória na altitude peruana. Desta vez, apesar de contribuir decisivamente para o triunfo, não foi lembrado pela entidade.
Flamengo aguarda próximo compromisso na liderança do grupo
A Copa Libertadores entrou em pausa após duas rodadas seguidas de competição. O Flamengo retorna aos seus compromissos no dia 29 de abril, quando enfrenta o Estudiantes (ARG), em La Plata. O duelo é especialmente importante porque vale a liderança isolada do Grupo A. Atualmente, o Rubro-Negro está no topo com seis pontos, enquanto os argentinos aparecem na segunda posição com quatro pontos. Uma vitória afastaria ainda mais o Flamengo da perseguição imediata e reforçaria sua posição de favorito ao topo da chave.
A goleada aplicada ao Independiente Medellín evidencia a solidez que o Flamengo vem demonstrando na competição. Os números de Paquetá e Bruno Henrique neste início de Libertadores estão entre os mais relevantes da equipe. Paquetá, em particular, vem consolidando seu papel como criador e finalizador de jogadas decisivas. Sua exclusão da seleção da Conmebol parece refletir mais uma variação nos critérios de seleção da entidade do que uma avaliação objetiva de desempenho individual.
O reconhecimento de Arrascaeta é indiscutível e reforça a importância do meia-atacante no projeto ofensivo do Flamengo. No entanto, a não inclusão de Paquetá deixa em aberto a questão sobre quais foram os parâmetros técnicos ou estatísticos que levaram a essa decisão. Para o Flamengo, o que importa agora é manter essa sequência de excelentes atuações até o confronto decisivo contra o Estudiantes, em La Plata, onde a liderança do grupo pode ser consolidada.

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