Parada estratégica: o que as Copas do Mundo 2018 e América 2019 podem ensinar ao Flamengo durante a pausa

Por: Luiz Biriba

Liderar o Campeonato Brasileiro durante meses e terminar sem levantar a taça é uma das particularidades da competição por pontos corridos. Diferentemente do mata-mata que caracteriza a Copa do Brasil e a Libertadores, no Brasileirão é a regularidade e a consistência que garantem, ao menos, chances reais de título ao final do certame. E, pensando assim, não há como ser inconstante se o desejo é frequentar as primeiras posições da tabela até o final de setembro, mirando o sprint final.

A parada para a Copa América pode, portanto, ser fundamental para um Flamengo em reconstrução. Anos de exceção, como será 2019 e foi 2018, costumam causar grandes alterações nos times brasileiros – muito por conta da abertura da janela do meio de ano na Europa, que causa estragos ou reforça a maioria das equipes. Isso sem falar nos benefícios (ou não) que este intervalo traz.

Não custa lembrar que no ano passado, o Brasileirão foi interrompido com o Mais Querido liderando com 27 pontos e quatro a mais que o segundo colocado. Após a Copa do Mundo da Rússia… Bem, após a Copa de 2018 o torcedor se lembra do desempenho aquém da equipe. A título de exemplificação, a vantagem pré-copa de oito pontos para o Palmeiras (27 x 19) se inverteu na mesma proporção em dezembro, com vantagem para os paulistas (80 x 72).

Sendo assim, vencer as duas partidas contra Fluminense e CSA, embolsar mais seis pontos na tabela e chegar aos 19 na classificação pré-Copa América é o dever de casa Rubro-Negro. Primordial para que o treinador português Jorge Jesus inicie e desenvolva seu trabalho, a partir do dia 20 de junho, com tranquilidade. No retorno do Brasileirão, contra o Goiás, pela décima rodada, já bastarão a expectativa e a ansiedade naturais que permeiam uma estreia. A pressão, se existir, tem que ser para cima do adversário, com um futebol vistoso e envolvente durante os 90 minutos.

Fonte: https://colunadofla.com/2019/06/parada-estrategica-o-que-as-copas-do-mundo-2018-e-america-2019-podem-ensinar-ao-flamengo-durante-a-pausa/