Pedro apareceu nos minutos finais e salvou o Mengão de uma derrota em Curitiba. O centroavante marcou aos 38 do segundo tempo, transformando o que parecia ser um revés em um empate de 1 a 1 contra o Athletico-PR na noite de domingo (17), na Arena da Baixada, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro.
A reação do Flamengo veio de um lançamento preciso de Léo Pereira em profundidade para Bruno Henrique. O camisa 27 arrancou em alta velocidade, invadiu a área e cruzou rasteiro na medida. Pedro apenas escorou para o fundo das redes e marcou seu nono gol na competição, consolidando-se isoladamente na artilharia do torneio.
O resultado deixa o Mais Querido com 31 pontos, mantendo a equipe de Leonardo Jardim posicionada no bloco de vanguarda na caça à liderança. O Flamengo jogou modificado, impaciente por uma série de desfalques importantes que obrigou a improvisar o zagueiro Léo Ortiz como volante titular. Apesar das limitações, a resposta no segundo tempo foi suficiente para não sair vencido do gramado sintético de Curitiba.
Rossi abre o placar com falha defensiva
O Athletico-PR começou o clássico dominando o jogo sob apoio de sua torcida. O time paranaense exerceu forte pressão na saída de bola do Flamengo já nos minutos iniciais. Aos 10 minutos, a postura ofensiva funcionou. O meia Zapelli encontrou espaço na intermediária e acionou Mendoza na grande área. O atacante finalizou firme e a bola sofreu um desvio de percurso em Léo Ortiz, surpreendendo o goleiro Agustín Rossi.
Rossi tentou a defesa, mas engoliu um frango, abrindo o placar para o Furacão aos 10 minutos. A falha colocou o Flamengo em desvantagem logo no começo e obrigou a recomposição tática. O time carioca precisou adiantar suas linhas e valorizar a posse de bola. Foi neste contexto que Lucas Paquetá estreou no decorrer do embate após sua liberação médica.
O primeiro tempo se desenhou equilibrado depois do susto inicial. O Athletico-PR continuou perigoso em bolas aéreas—Arthur Dias cabeceou perigoso e raspou o travessão. O Rubro-Negro respondeu em finalização de primeira com Paquetá e em uma cabeçada de Danilo que passou rente à trave defendida por Santos. Ambas as equipes tiveram chances, mas o intervalo chegou com o placar ainda em 1 a 0 para o time da casa.
Furacão quase mata o jogo, mas Pedro aparece
O segundo tempo começou com chances reais para os dois lados. Logo aos 5 minutos, Samuel Lino realizou cruzamento cirúrgico para a área e Jorge Carrascal cabeceou firme no travessão. O Athletico-PR respondeu em contra-ataques rápidos. Aos 33 minutos, o momento mais crítico da partida: Viveros saiu cara a cara com a marcação e Rossi operou duas defesas consecutivas à queima-roupa. Na sobra, o atacante paranaense carimbou o travessão.
Rossi se redimiu das falhas anteriores com intervenções decisivas. A sequência de defesas mostrou que o goleiro estava atento e recuperado mentalmente após aquele frango no primeiro tempo. Enquanto o Athletico desperdiçava oportunidades claras, o Flamengo seguia trabalhando na construção das jogadas.
A insistência tática do Flamengo foi recompensada aos 38 minutos da etapa complementar. Léo Pereira desfez a marcação com um lançamento milimétrico em profundidade para Bruno Henrique, que havia entrado no segundo tempo. O camisa 27 invadiu a área em alta velocidade, recebeu a bola e cruzou rasteiro na medida para Pedro. O centroavante, oportunista, não desperdiçou e escorou para o fundo das redes.
Nos acréscimos, o Mais Querido pressionou em cobranças de escanteio com Emerson Royal tentando ampliar a vantagem, mas o placar permaneceu igualado. Danilo precisou fazer o último lance da partida em arrancada de Viveros para matar a jogada como último homem. Como já tinha cartão amarelo, o zagueiro recebeu o segundo e deixou a partida mais cedo, forçando Leonardo Jardim a fazer última substituição defensiva nos acréscimos.
O empate representa um ponto importante na caminhada do Flamengo no Brasileirão, especialmente considerando a dificuldade do jogo e os desfalques que marcaram a escalação. Pedro apareceu quando mais o time precisava, transformando um resultado que seria negativo em um resultado pelo menos neutro na luta pela liderança.

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