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Promotor arquiva inquérito, e Ramirez fica livre de julgamento por caso de racismo contra Gerson

Nesta sexta-feira (09), o juiz da 36ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Marcel Laguna Duque Estrada, instituiu o arquivamento do inquérito policial de racismo por parte do meia Ramirez contra Gerson, do Flamengo. O caso ocorreu durante o confronto entre a equipe carioca e o Bahia, pelo Campeonato Brasileiro de 2020.

Na ocasião, o meia Gerson acusou o colombiano de mandá-lo calar a boca chamando-o de negro na sequência. Após recorrer a recursos tecnológicos e laudos periciais, o promotor de justiça do MP do Rio, Alexandre Themístocles, afirma não existir provas da agressão verbal noticiada pelo meio-campista rubro-negro.

“O crime de racismo é transeunte, ou seja, não deixa vestígios. Por isso, a palavra do ofendido é de grande relevância. Entretanto, no caso em tela, a afirmação do jogador Gerson é completamente dissociada do conjunto probatório. A lei processual brasileira adota o sistema dapersuasão racional, consagrado no artigo 155 do Código de Processo Penal, que afasta qualquer hierarquia preestabelecida entre os meios de prova. Cuidadosa análise conjunta de todas as provas produzidas em sede policial impõe a conclusão de que não restou demonstrada a prática do crime.”

Na decisão, o promotor alega, também, que Bruno Henrique e Natan, companheiros de Gerson, afirmaram não ter ouvido nenhum tipo de ofensa racial. Além deles, Mano Menezes, técnico do Bahia à época, e membros da comissão de arbitragem corroboram com os relatos dos atletas do Flamengo. O arquivamento do caso veio após pedido do Ministério Público.

A partida entre Flamengo e Bahia foi disputada no Maracanã, no dia 20 de dezembro de 2020, e terminou com a vitória de virada da equipe carioca, por 4 a 3. Bruno Henrique, Isla, Pedro, Vitinho e Gabigol marcaram os gols do jogo.

Publicado em colunadofla.com.