Reconciliação, festa e goleada rubro-negra: relembre como foi último Ceará x Flamengo no Castelão

Reconciliação, festa e goleada rubro-negra: relembre como foi último Ceará x Flamengo no Castelão

O clima era de desconfiança e muita tensão. O time tropeçava na Libertadores e o embarque para Fortaleza teve confusão. Assim foi a véspera de 29 de abril de 2018. Depois desse dia, porém, o cenário mudou da água pro vinho. A vitória por 3 a 0 sobre o Ceará levou o Flamengo para outro momento – foi o pontapé inicial do embalo que durou até a Copa do Mundo.

O Flamengo vivia turbulência. Após a eliminação no Campeonato Carioca, diante do Botafogo, o técnico Paulo César Carpegiani foi demitido e Mauricio Barbieri, contratado para ser auxiliar, assumiu a responsabilidade e comandar o time. O Fla foi bem no Brasileiro: empatou fora de casa contra o Vitória em partida de péssima arbitragem (Everton Ribeiro foi expulso por tomar uma bolada no rosto) e venceu sem sustos o América-MG no Maracanã na despedida de Julio Cesar. Na Libertadores, porém, tropeços: o time empatou com Santa Fé-COL no Maracanã vazio e foi a Bogotá para empatar novamente.

O jogo contra o Ceará foi o primeiro após o empate sem gols na Colômbia e a torcida mostrou sua insatisfação com a atuação. O protesto de torcedores organizados no aeroporto teve até café sendo jogado. O recado era claro: ou vai, ou racha.

E foi. Como se por um clique, um detalhe que faltava, o Flamengo encaixou seu futebol e venceu com autoridade.

Com apenas sete minutos, uma jogada ensaiada em falta quase possibilitou a Réver o primeiro gol da partida. Diego fingiu ter errado, a marcação cearense caiu no teatro, Cuéllar lançou e Renê recebeu sozinho para cruzar. A inteligência do lance surpreendeu e mostrou que o time já havia virado a página dos resultados ruins da Libertadores.

Vinicius Junior, cada vez mais solto e confiante, foi o responsável por abrir o placar. O menino já infenizava a defesa do Vozão durante todo o primeiro tempo. Aos 41, Cuéllar passou pela direita e encontrou passe preciso para o Garoto do Ninho. Vini passou por trás da defesa e tocou por cobertura na saída do goleiro. Golaço!

O moleque estava inspirado e aumentou sua contagem aos sete do segundo tempo. O camisa 20 puxou da esquerda, ajeitou e obrigou Everson a fazer bela defesa. O rebote ficou com Rodinei. Paquetá se apresentou, recebeu e ajeitou milimetricamente para a passagem do lateral. O camisa dois chegou na linha de fundo e cruzou rasteiro. Bem posicionado, Vinicius só precisou empurrar para fazer 2 a 0.

A conta foi fechada com gostinho especial. Diego – um dos mais cobrados no protesto no aeroporto – já mostrava todo seu talento e era um dos mais importantes em campo. O Camisa Dez da Gávea teve sua atuação coroada aos 25 do segundo tempo. Em escanteio, Paquetá desviou de cabeça e Diego – também de cabeça – completou pro gol. O craque atravessou todo o campo e foi para o meio da torcida do Flamengo, que lotava o setor visitante. O meia agradeceu e reverenciou a Nação, mostrando a ausência de qualquer problema ou chateação com a Maior Torcida do Mundo.

A vitória foi o ponto de partida e, dali, o Mais Querido arrancou para seu melhor momento na temporada. Com dez pontos, o Flamengo voltou à liderança do Campeonato Brasileiro após sete anos – e não saiu mais até depois da Copa do Mundo.

Depois da vitória sobre o Ceará, o Fla eliminou a Ponte Preta na Copa do Brasil, emplacou vitória sobre o Internacional pelo Brasileirão e respirou na Libertadores ao vencer o Emelec por 2 a 0 e se classificar às oitavas com uma rodada de antecedência. A atuação contra o Vozão ditou o tom do futebol rubro-negro nos jogos seguintes e mostrou o encaixe entre Paquetá, Diego, Vinicius Junior e Everton Ribeiro.

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