Reforma tributária: Bandeira alerta para impacto de R$ 728 mi no Flamengo e busca solução

O ex-presidente e hoje deputado Eduardo Bandeira de Mello criticou o formato da reforma tributária e apontou suas possíveis consequências para o Flamengo: projeções internas do clube indicam um prejuízo acumulado de cerca de R$ 728 milhões nos próximos sete anos caso o texto seja mantido como está. A discussão envolve diferença de alíquotas entre sociedades anônimas do futebol (SAFs) — estimadas em torno de 6% — e agremiações sem fins lucrativos, que podem chegar a 11%.

Bandeira avaliou que, mesmo com previsão de redução parcial na alíquota e possibilidade de creditamento de despesas para clubes, a vantagem fiscal das SAFs permaneceria. Ele também destacou que a Câmara tentou aprovar uma emenda para equiparar alíquotas, mas essa proposta foi vetada por entendimento de inconstitucionalidade, deixando o tema sem a equalização pretendida.

Consequências financeiras e prazo para debate

A leitura sobre o impacto prático é direta: a diferença de tributação pode afetar a capacidade de investimento do clube, inclusive em áreas com resultado deficitário, como os esportes olímpicos. Hoje, segundo dados citados, o Flamengo aplicava R$ 70 milhões nessa área e recebia cerca de R$ 24 milhões de retorno, resultando em um déficit da ordem de R$ 46 milhões — um ponto que pode levar a revisões de alocação caso o custo tributário aumente.

O calendário legislativo dá um horizonte ao debate: as novas alíquotas só passam a vigorar em 2027, o que, segundo Bandeira, abre espaço para diálogo entre as partes interessadas ao longo deste ano em busca de uma solução considerada mais justa e isonômica.

Agenda imediata do clube

Enquanto a pauta tributária avança no Congresso, o Flamengo mantém o foco esportivo. O próximo compromisso do time é neste sábado (7), pela última rodada da primeira fase do Campeonato Carioca, contra o Sampaio Corrêa, às 21h, no Maracanã.

O desenrolar da reforma terá impacto direto nas finanças do clube e pode influenciar decisões de investimento e prioridades administrativas ao longo dos próximos anos.