Réver reprova violência e espera prorrogar momento ruim do Vasco

Réver reprova violência e espera prorrogar momento ruim do Vasco

As quatro derrotas seguidas no Campeonato Brasileiro levaram o Vasco para a zona de rebaixamento. O Cruz-Maltino viveu uma semana tensa, com protestos e ameaças aos jogadores. No sábado, o time de Alberto Valentim terá o clássico contra o Flamengo pela frente e, no que depender dos rubro-negros, a má fase terá continuidade no clube de São Januário, disse o capitão Réver nesta sexta.

Questionado sobre o momento vivido pelo adversário, o experiente zagueiro reprovou as ameaças, lembrando que, há pouco tempo, o elenco do Flamengo passou por situação parecida - jogadores foram agredidos no aeroporto, no Rio de Janeiro, no embarque para a partida contra o Ceará, no primeiro turno do Campeonato Brasileiro -, mas reforçou que ele e os companheiros se sentem responsáveis por aumentarem o drama vascaíno dentro da competição.

- Sabemos que futebol é resultado. Quando o resultado não vem, as cobranças aparecem e não são tão leves. Passamos por momentos semelhantes e conseguimos conquistar a confiança dos torcedores novamente. Estão tentando fazer isso do outro lado, mas espero que não seja agora nesse jogo. Quando foge para a violência não é do esporte. Espero que não seja assim, mas nós, como adversários, consigamos prorrogar esse momento deles - afirmou.

'Momento de lá pode não ser tão bom, mas não temos nada a ver com isso. Vamos buscar a vitória', disse Réver.

Com 44 pontos, o Flamengo entra em campo pela 25ª rodada antes que os primeiros colocados do Brasileirão. Assim, se vencer o Vasco em Brasília, pressionará São Paulo, Internacional e Palmeiras, que só jogam no domingo.

Desta forma, Maurício Barbieri escalará força máxima no Clássico dos Milhões. A bola rola a partir das 19h, com transmissão em tempo real do LANCE!. Para Réver, a expectativa é de mais um confronto "truncado" diante do Cruz-Maltino.

-Acredito que será um clássico truncado, mas espero que limpo, sem violência. Pregamos a paz no futebol, não condiz a nós levar a violência ao estádio. Será muito pegado de ambas as partes, não tem como ser de outra maneira. Temos que ter algo de diferente para vencer as partidas. Respeito ao Vasco sempre vai haver, mas temos que fazer algo de diferente para sair com a vitória - finalizou.