Rodrigo Dunshee, ex-vice-presidente geral do Flamengo e ex-candidato à presidência, usou suas redes sociais nesta quarta-feira para cobrar transparência sobre a formalização jurídica do terreno do Gasômetro e alertar para riscos relacionados aos CEPACs e à mediação com a Caixa Econômica Federal.
A cobrança de Dunshee centra-se na eventual falta de formalização definitiva de um acordo firmado em outubro de 2024 entre Flamengo, Caixa, Prefeitura do Rio e a União, mecanismo que, segundo ele, foi pensado para evitar um litígio que poderia se estender por anos. O tema é relevante porque envolve recursos públicos e a consolidação da posse de um imóvel que o clube pretende transformar em estádio próprio.
O “nó” jurídico: CEPACs, Caixa e os termos da mediação
Segundo Dunshee, a disputa judicial envolvia a aplicação de CEPACs (Certificados de Potencial Adicional de Construção), instrumento que afeta o valor real do terreno. Para evitar contencioso prolongado, a mediação de outubro/2024 teria previsto, entre outros pontos, que o Flamengo pagaria um complemento de R$ 23 milhões em cinco anos e que a Prefeitura realocaria CEPACs para outros ativos da Caixa.
O que Dunshee cobra e o desdobramento institucional
Dunshee afirma que não há comprovação pública de que o acordo tenha sido formalizado de forma definitiva e pede esclarecimentos objetivos da atual diretoria sobre eventuais alterações nos termos. Ele também mencionou a declaração, feita por dirigentes em agosto de 2025, de que a situação estava “equacionada” com um horizonte até 2036, mas afirmou que faltam respostas sobre a validade do que foi pactuado.
“É importante que a atual gestão esclareça objetivamente se o acordo firmado em 2024 permanece válido.”
Para membros da oposição e para o próprio Dunshee, o silêncio institucional alimenta dúvidas sobre a consolidação da posse e sobre o cronograma para a construção do estádio. Até o momento, a atual gestão do clube não emitiu uma nota oficial em resposta aos questionamentos levantados pelo ex-dirigente.
O desdobramento imediato é a expectativa por uma posição formal da diretoria do Flamengo que esclareça a situação jurídica do imóvel — informação que, segundo Dunshee, é necessária para proteger o patrimônio do clube e a segurança jurídica do projeto.

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