Saúl está em fase final de recuperação após uma cirurgia no tornozelo esquerdo e tem utilizado a esteira antigravidade do Flamengo para acelerar o retorno aos treinos. O equipamento, apelidado de “máquina da Nasa” em registros do clube, chama atenção pelo investimento: custa aproximadamente R$ 500 mil.
O meia ainda não jogou em 2026, mas já avançou para trabalhos no campo. O clube adquiriu o equipamento há alguns anos e o utiliza conforme orientações do departamento médico, com o objetivo de reduzir riscos e encurtar prazos de retorno.
Como funciona a esteira antigravidade
Dr. Fernando Sassaki, chefe do departamento médico rubro-negro, explicou o funcionamento e os benefícios da esteira. O aparelho funciona por meio de uma cinta presa à cintura e um saco de ar embaixo que distribui pressão capaz de reduzir a gravidade. A reabilitação começa com o atleta simulando metade de seu próprio peso: um jogador de 80 kg inicia a corrida com 40 kg, progredindo gradualmente conforme ganha confiança no movimento.
Você consegue reabilitar e fazer o atleta retornar mais rápido ao iniciar um trabalho de corrida com o peso controlado dele. Conforme ele vai se sentindo bem, com a mecânica de corrida adequada, a gente libera para correr no campo. É uma maneira muito segura de não forçar antes da hora.
O procedimento permite que o médico monitore cada detalhe do movimento. Como a parte traseira do equipamento é transparente, o departamento consegue verificar se a mecânica de corrida está correta e se o atleta está protegendo involuntariamente alguma área por causa de dor. O tempo médio de uso varia entre três e quatro semanas durante o tratamento.
Saúl já realizou atividades no gramado e está próximo de ser reintegrado ao elenco. Outro jogador que passou por reabilitação semelhante foi Erick Pulgar, que sofreu fratura no quinto metatarso do pé direito no segundo semestre do ano passado e também precisou de cirurgia.

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