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Vinny Dunga: ”O segundo maior da história”

Não me venham com tradicionalismo exacerbado, a história resolveu nos brindar, nos premiando com a possibilidade de assistir ‘in loco’ ao segundo maior atleta do Clube de Regatas do Flamengo em seus 125 anos de existência.

Não se apeguem ao passado de maneira irredutível, como um bloqueio que não deixa nenhum novo ídolo entrar para o hall dos maiores de nossa história. Zico é deus, sim, ele botou o Flamengo na categoria dos gigantes mundiais. Claro que não foi sozinho, afinal, o time dos anos 80 era recheado de outros ídolos.

Porém, o protagonista foi o Galinho, e conquistamos o mundo. De Dida a Adriano Imperador, passando pelo maestro Júnior e Petkovic, antes e depois da epopeia rubro-negra oitentista, alguns de nossos ídolos até foram protagonistas, mas o peso dos títulos é um fator preponderante, e em 2019 levantamos a Libertadores.

Gabigol fez trocentos gols na temporada, rompeu recordes, e trouxe no peito a conquista da América que não vinha há 38 anos, marcando 2 gols nos minutos finais, quando a vaca já parecia estar indo para o brejo. A glória de Lima já deveria ser o suficiente para, na pior da hipóteses, fazer o Gabriel se tornar o Zico da geração que não tem 38 anos de idade.

Só Zico, novamente, com seus gols nas finais de 81, teve papel tão importante na conquista da competição que é a nossa maior obsessão. Ou pelo menos, se tornou após tantos e tantos anos na fila de espera. Após a conquista da última Libertadores mudamos a nossa obsessão, e por causa disso agora podemos mirar em algo maior.

O Mundial talvez seja o maior sonho agora, e por isso Nunes merece menções honrosas deste articulista, que ainda é muito grato pelo gol da final do brasileiro de 80. A pedra fundamental da nossa década de ouro é ali, mas sinto algo diferente na áurea que envolve o Gabigol no Flamengo.

Ela é rubro-negra! Numa identificação que nunca antes eu tinha visto, uma magia. O cara é a cara do Flamengo, e apesar de flertar com a Europa nessa janela de transferências (Normal pela idade, e vontade de provar que pode dar certo no velho continente), ele ficou, e demonstra uma felicidade ímpar, em continuar sendo o Rei da América.

O feito alcançado no ano passado, gera a idolatria de Gabigol por toda a América do Sul, e as crianças colombianas foram um termômetro disso. Temos um potencial ídolo mundial no Flamengo, mas ainda nos prendemos á um saudosismo que nos fazem tratar ídolos antigos como intocáveis, e incomparáveis.

Olhemos para o presente e para o futuro, Gabigol ainda está escrevendo suas páginas na história do Flamengo, e essas podem ser as páginas mas belas de toda a nossa história. Vida Longa à Gabriel!

“Que os deuses do futebol estejam com o Flamengo!”

VINNY DUNGA

Publicado em colunadofla.com.