O Flamengo intensificou as negociações para contratar Luiz Henrique e apresentou uma proposta estruturada de 30 milhões de euros, que pode chegar a 35 milhões com bônus. O movimento ocorre enquanto a diretoria rubro-negra segue aguardando uma definição sobre Thiago Almada, demonstrando que o clube trabalha em paralelo por alternativas de reforço ofensivo nesta janela de transferências.
A proposta foi enviada ao Zenit após rodadas prévias de negociação que não haviam avançado. O Flamengo estruturou a oferta em 30 milhões de euros fixos acrescidos de 5 milhões em bônus, condicionados ao cumprimento de metas. Na prática, o valor total dependerá do desempenho do jogador e das condições acordadas no contrato. O clube russo está aberto a conversas e não fechou portas, podendo até considerar a inclusão de jogadores na transação para ajustar o desenho financeiro da operação.
A negociação é descrita como complexa pela forma de pagamento apresentada. Isso reflete a dificuldade do Flamengo em atender às exigências financeiras iniciais do Zenit, que coloca o preço do atacante entre 40 e 50 milhões de euros. O clube carioca trabalha para reduzir essa distância através de estruturas alternativas de pagamento e possível inclusão de ativos na transação.
O histórico da negociação
A busca do Flamengo por Luiz Henrique não é recente. O clube vem monitorando o atacante há tempo e aproveitou a reunião entre o diretor de futebol José Boto e o empresário William Bento, na terça-feira (28) em Porto Alegre, para intensificar os contatos. O encontro ocorreu durante a passagem do Mengão pela capital gaúcha para enfrentar o Internacional pela 21ª rodada do Brasileirão.
William Bento divulgou nota oficial reafirmando que Luiz Henrique está concentrado no Campeonato Russo, mas não fechou completamente as portas para negociações. A manifestação deixou claro que o staff do jogador trata exclusivamente dos assuntos comerciais, sinalizando que o atleta e seus representantes seguem avaliando propostas. Essa postura mantém viva a possibilidade de avanço nas conversas com o Flamengo.
Luiz Henrique como alvo estratégico
Aos 25 anos, Luiz Henrique é visto pelo Flamengo como uma contratação importante para o nível técnico do elenco. O atacante possui histórico no futebol brasileiro, tendo passado pelo Botafogo, acumula convocações para a Seleção Brasileira e representa uma opção ofensiva de experiência internacional. Se confirmada, a contratação faria dele a segunda mais cara da história do clube, atrás apenas de Lucas Paquetá.
No planejamento atual, a busca por Luiz Henrique ganhou destaque como alternativa viável enquanto o clube segue monitorando Thiago Almada, do Atlético de Madrid. O argentino permanece como prioridade inicial, avaliado em cerca de 30 milhões de euros, mas a indefinição sobre sua disponibilidade levou a diretoria a acelerar conversas por outras opções. Essa estratégia de trabalhar em múltiplas frentes reflete a dificuldade em viabilizar a operação por Almada.
Estrutura financeira e alternativas
Para viabilizar a operação, o Flamengo estuda incluir jogadores na negociação com o Zenit. Uma das possibilidades envolve o atacante Plata, avaliado entre 20 e 25 milhões de euros. A inclusão de ativos rubro-negros poderia reduzir significativamente o impacto financeiro da transação, tornando-a mais viável dentro das limitações orçamentárias do clube.
O mercado estima o valor de Luiz Henrique em cerca de 24 milhões de euros, bem abaixo das exigências iniciais do Zenit. Isso explica por que a negociação se apresenta complexa e demanda criatividade na estruturação. O Flamengo, atualmente vice-líder do Brasileirão com 38 pontos em 19 jogos, seis atrás do Palmeiras, busca reforços ofensivos para manter competitividade na temporada.
A janela de transferências permanece aberta até 11 de setembro, oferecendo tempo para que as conversas evoluam. Contudo, os desafios financeiros e as exigências dos clubes europeus tornam qualquer operação complexa. A proposta apresentada ao Zenit, estruturada em parcelas e bônus, representa o esforço do Flamengo em adequar sua oferta às possibilidades reais de investimento, mantendo vivas as esperanças de reforço ofensivo antes do fechamento da janela.

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