Alberto Mussa lança ‘Flamengo contra todos’ com defesa estatística da grandeza do Mengão

Alberto Mussa lançou em 10 de agosto de 2026 o livro “Flamengo contra todos”, uma obra que se propõe a defender a grandeza do Mengão através de análise estatística rigorosa. Publicado pela Editora Civilização Brasileira, o título marca a estreia do escritor — formado em matemática e torcedor desde a infância — no debate sobre a história do futebol brasileiro, mesclando números e vivência pessoal.

Mussa abre a narrativa de seu primeiro trabalho sobre futebol com uma declaração que sintetiza seu lugar de fala: “Um Mulambo, um Urubu; que foi ao antigo Maracanã pela primeira vez com 9 anos de idade — e que desde então nunca deixou de acompanhar os jogos do Flamengo”. A abordagem não é apenas estatística, mas também testemunhal, convidando o leitor a repensar a própria compreensão sobre a trajetória do clube na história nacional.

A proposta central do livro é usar dados para comparar o Flamengo com seus rivais e estabelecer, de forma objetiva, por que o clube merecia ser considerado o maior do Brasil. Não se trata de reforçar uma visão já conhecida, mas de provocar reflexão. A obra é descrita como “uma leitura provocadora sobre a história cultural” do esporte, buscando estimular torcedores da Nação rubro-negra e pesquisadores a repensarem suas certezas sobre o futebol brasileiro.

Prefácio de Téo Benjamin e apresentação pública

O livro conta com prefácio de Téo Benjamin, gerente de dados do Flamengo, que qualifica a proposta como “uma aula de história do futebol brasileiro, um exercício de classificação intelectual”. A presença de Benjamin — profissional que trabalha diariamente com informações do clube — agrega credibilidade ao diálogo entre estatística e narrativa que Mussa constrói ao longo da obra.

O primeiro evento de apresentação pública está marcado para 3 de setembro de 2026 na Livraria Folha Seca, no Centro do Rio de Janeiro. Mussa participará de bate-papo com Luiz Antônio Simas, intelectual conhecido por seus estudos sobre história, cultura e futebol. O encontro promete aprofundar as discussões levantadas no livro, transformando a livraria em espaço de reflexão sobre a grandeza do Mais Querido.

A escolha da Livraria Folha Seca não é casual. Localizada no coração do Centro carioca, próxima ao Morro da Conceição e a espaços de tradição intelectual da cidade, o local funciona como ponto de encontro entre academia e paixão, entre análise fria e sentimento clube. É ali que o Mengão — através de números e memória — será reimaginado.

Estatística como ferramenta de defesa

A aposta de Mussa em estatísticas para sustentar argumentos sobre a supremacia do Flamengo representa uma mudança na forma como torcedores e estudiosos abordam a história do futebol. Enquanto a tradição oral e a memória afetiva sempre foram as ferramentas principais para defender a grandeza de um clube, o autor propõe um caminho diferente: números que falam por si.

Isso não significa frieza. Mussa constrói sua narrativa sobre bases matemáticas, mas não abandona o testemunho pessoal e coletivo. A matemática é apenas o veículo; a história do Flamengo — aquela que tocou gerações de torcedores — continua sendo o coração do trabalho.

A publicação chega em um momento em que o Flamengo ocupa posição de destaque nas preferências nacionais. Pesquisa Datafolha realizada em julho de 2026 indicou que 22% dos brasileiros declaram preferência pelo Mengão, ampliando a vantagem tradicional que o clube mantém desde 1993. A Nação rubro-negra segue como maior entre os torcedores, fenômeno que a obra de Mussa busca não apenas documentar, mas explicar através de evidências históricas.

“Flamengo contra todos” pretende ser, portanto, mais do que um livro de defesa clubista. Busca ser uma ferramenta intelectual que permite aos interessados em futebol brasileiro compreender, através de estatísticas e análise comparativa, por que o Flamengo permanece na imaginação coletiva como referência de grandeza no esporte.

Com lançamento já realizado e apresentação agendada para setembro, a obra marca um novo capítulo na forma como se escreve e se pensa a história do futebol brasileiro — um capítulo que começa com números, mas que toca na paixão que move a Nação rubro-negra há décadas.