Bap processa Pedrinho por ofensas; entenda a briga entre presidentes

Bap, presidente do Flamengo, processou Pedrinho, mandatário do Vasco, na Justiça. O pedido inclui indenização por dano moral, responsabilidade civil e direito civil. A informação foi divulgada por Fabrício Chicca, do portal Mundo da Bola.

A ação judicial decorre de declarações feitas por Pedrinho durante o embarque da delegação vascaína rumo a Assunção, no Paraguai. Naquele momento, o presidente do time cruzmaltino atacou o dirigente rubro-negro com palavras pesadas.

As ofensas de Pedrinho contra Bap

Pedrinho descreveu Bap como “mau-caráter, arrogante, prepotente, soberbo e hipócrita”. Durante sua fala, o mandatário vascaíno acusou o presidente do Mengão de usar a pauta de isonomia no Campeonato Brasileiro apenas quando convém aos interesses do Flamengo.

“Vou falar da pessoa BAP. Zero instituição (Flamengo), tá? Estou falando do BAP especificamente. É mau-caráter, arrogante, prepotente, soberbo e hipócrita. Hipócrita porque ele usa a frase: ‘Estou fazendo para o bem do Campeonato Brasileiro. É para o Campeonato Brasileiro ter uma isonomia, um processo legal’. Isso quando não diz respeito ao clube que ele representa. Porque, quando diz respeito ao clube que ele representa, como, por exemplo, a divisão das cotas na Libra, ele é o primeiro a sair, sentar na cadeira e falar que vai lutar pelos direitos do Flamengo. Por que ele não pensa num Campeonato Brasileiro? Para isso não serve? Só serve quando não é do time dele? Não é o time dos outros? Então, ele é um hipócrita.”

As críticas de Pedrinho surgiram após o Flamengo acionar a Agência Nacional de Regularização e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) para avaliar a saúde financeira do Vasco. O presidente vascaíno interpretou o movimento como uma ação do dirigente rubro-negro motivada por interesses pessoais, não por zelo institucional com o Campeonato Brasileiro.

O motivo da ação da ANRESF

O Mais Querido acionou a agência reguladora porque identificou inconsistência nas finanças do Vasco. Apesar de relatos sobre dificuldades financeiras e “buracos abertos” com dívidas, o clube continuava realizando contratações de alto custo no mercado.

Recentemente, o time de São Januário investiu aproximadamente R$ 60 milhões em reforços vindos do futebol argentino. A delegação trouxe o volante Santiago Sosa, ex-Racing, e o atacante Facundo Colidio, ex-River Plate. Esses investimentos levantaram questionamentos sobre a origem dos recursos e a real situação do clube.

Para o Flamengo, a avaliação da ANRESF seria fundamental para entender se o Vasco estava operando dentro de critérios de sustentabilidade ou colocando em risco a competitividade do Brasileirão. A ação buscava transparência e equidade nas normas que todos os clubes deveriam respeitar.

A tensão entre Bap e Pedrinho, contudo, extrapolou a esfera institucional. As declarações do presidente vascaíno foram entendidas como ofensivas ao caráter pessoal do dirigente rubro-negro, o que justificou a entrada com a ação judicial.

A sequência de bastidores

O episódio representa mais um capítulo na série de conflitos envolvendo gestores do futebol brasileiro. A Nação rubro-negra acompanha de perto esses desdobramentos, ainda que o foco imediato esteja no desempenho do clube em campo.

Enquanto a ação judicial segue seus trâmites legais, o Flamengo segue na vice-liderança do Campeonato Brasileiro. O time está nas ruas para cumprir sua agenda competitiva e buscar títulos.

No domingo (30 de agosto), o Mengão entra em campo contra o Botafogo, às 16h (horário de Brasília), no Maracanã. O clássico estadual é oportunidade de reafirmar força e se manter na luta pelos objetivos da temporada. A maior do mundo espera por reação em campo enquanto a crise extraesportiva se desdobra nos corredores administrativos.