Leonardo Jardim não escondeu a admiração por Bruno Henrique após a vitória do Flamengo sobre o Corinthians. Falando logo após o duelo de 2 a 1 no Maracanã, o técnico revelou estar “apaixonado” pelo capitão, destacando qualidades que vão muito além do que acontece dentro de campo.
O camisa 27 entrou no segundo tempo e decidiu a partida aos 43 minutos, marcando o gol que confirmou o triunfo rubro-negro. Mas o mérito de Jardim vai bem além da bola na rede. Para o treinador, Bruno Henrique representa um modelo de profissionalismo e identificação com a instituição — exatamente o tipo de jogador que o Mengão valoriza.
Humildade e foco total no clube
Jardim conhece Bruno Henrique desde 2019 e, em sua análise pós-jogo, destacou os sete anos de dedicação do jogador após essa data. Para o técnico, o que torna o capitão especial não é apenas sua capacidade de marcar gols, mas sua disposição constante de defender os interesses do clube acima de tudo.
“É um moço muito humilde, trabalhador. Se é para jogar, ele joga. Se é para entrar, ele entra. Se não é para jogar, ele não joga, mas está sempre a defender o Flamengo como seu objetivo principal”, afirmou Jardim. O treinador reforçou que a preocupação de Bruno Henrique não é consigo mesmo, mas com o coletivo.
A declaração de Jardim vai além de simples elogio. Ele também ressaltou uma característica rara em jogadores de grande nível: a capacidade de envelhecer bem no futebol. Segundo o técnico, existem craques mundiais que não sabem lidar com o avanço da idade porque insistem em manter o mesmo protagonismo de quando estavam no auge.
“Há outros que sabem envelhecer, sabem jogar mesmo sabendo que às vezes não têm a mesma energia que tinham há alguns anos, mas querem sempre o seu melhor para a equipe”, completou Jardim, colocando Bruno Henrique e Danilo como exemplos desse tipo de profissional.
Mais de 200 jogos em vermelho e preto
O gol de Bruno Henrique contra o Corinthians marcou o encerramento de um ciclo pessoal importante: o jogador completou 200 partidas com a camisa do Flamengo. Uma marca que reflete não apenas longevidade, mas compromisso sustentado com a instituição.
Na temporada 2026, o capitão chega aos nove gols em 36 partidas disputadas. Apesar de Jardim ter mencionado a concorrência com Pedro e a chegada de novos reforços, deixou claro que Bruno Henrique segue como opção “extremamente válida” no elenco.
A entrada do capitão no segundo tempo contra o Corinthians foi decisiva. Ele recebeu cruzamento preciso de Joaquín Freitas — o jovem argentino contratado na última janela que também marcou presença importante na ação — e finalizou com precisão para selar a vitória.
Foco na liderança e Libertadores
Com os três pontos conquistados, o Mais Querido chegou aos 57 pontos na tabela do Campeonato Brasileiro e reassumiu a liderança. A vantagem é de apenas um ponto sobre o Palmeiras, que já cumpriu sua rodada com 56 pontos.
Mas o horizonte do Mengão já se volta para a Libertadores. Na quinta-feira (17 de setembro), o clube enfrenta o Independiente del Valle no Maracanã, pela volta das quartas de final da competição sul-americana. A vantagem conquistada no Equador (2 a 0) coloca o Flamengo em posição confortável: pode perder por até um gol de diferença e ainda avança para as semifinais.
Jardim também ressaltou a importância de outros jogadores experientes no elenco. O técnico mencionou Danilo como outro profissional que merecia destaque — alguém com um currículo invejável que nunca aparece desanimado, nem nos treinos. “Sempre que é preciso ajudar, ele está pronto”, disse Jardim.
O treinador concluiu sua análise destacando a postura de Jorginho, que entrou da banca contra o Corinthians com atitude positiva e ajudou a melhorar o desempenho coletivo. Para Jardim, jogadores com essa seriedade e profissionalismo são fundamentais para o sucesso do grupo.
Bruno Henrique, portanto, tornou-se muito mais que o herói da vitória contra o Corinthians. Representou, na visão do técnico, o tipo de atleta que o Flamengo precisa cultivar: humilde, dedicado, identificado com a camisa e sempre pronto para servir o clube quando chamado — independentemente se começa ou entra no segundo tempo.

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