Conmebol rejeita protesto do Flamengo sobre Marcos Rojo; Estudiantes vai à final

A Comissão Disciplinar da Conmebol rejeitou integralmente, nesta quarta-feira (28), o protesto do Flamengo contra a escalação de Marcos Rojo na volta da semifinal da Libertadores. Com a decisão, o Estudiantes segue classificado para enfrentar o Palmeiras na final em Montevidéu.

O clube carioca se manifestou oficialmente após a resposta negativa da confederação. A contestação tinha origem na inscrição de Rojo pelo Estudiantes, que a Conmebol havia negado em 14 de outubro e confirmado a recusa no dia seguinte. Segundo o Mengão, a entidade consultou a Fifa antes de responder ao pedido.

Rojo havia deixado o Racing, da Argentina, e retornado ao Estudiantes quando a janela de transferências do país já estava fechada. Diante da negativa inicial, o clube argentino levou o caso ao TAS — Tribunal Arbitral do Esporte.

TAS autoriza Rojo, mas deixa brecha aberta

O TAS concedeu uma medida cautelar em 21 de outubro, liberando o zagueiro para atuar no Maracanã. O documento autorizou Rojo a jogar, porém não protegeu o Estudiantes de eventuais punições futuras — foi exatamente esse vazio que o Flamengo usou como base para protocolar o protesto em 23 de outubro, um dia após ser eliminado nos pênaltis.

Na defesa enviada à Conmebol, o Estudiantes sustentou que Rojo atuou amparado pela decisão do TAS e que uma sentença posterior em sentido contrário não teria efeito retroativo sobre o ocorrido. O argumento foi suficiente para a Comissão Disciplinar descartar a contestação rubro-negra.

Ainda não há data oficial para o julgamento de mérito da apelação do clube argentino na segunda instância do TAS. Na segunda-feira (26), o tribunal informou que não havia marcado a audiência. Nesta semana, o presidente do Estudiantes, Juan Sebastián Verón, afirmou que a sentença pode ser divulgada antes da final ou somente depois dela — cenário que mantém a incerteza sobre possíveis desdobramentos futuros.

Flamengo mantém direito de apelar, mas com custo

Conforme a resolução publicada, é possível recorrer à Comissão de Apelações da Conmebol em até sete dias corridos, contados a partir do dia seguinte à notificação dos fundamentos da decisão. Para apresentar uma eventual apelação, o Maior do mundo precisaria desembolsar uma taxa de 3 mil dólares — aproximadamente R$ 15 mil na cotação atual.

Em nota publicada no sábado (24), o Flamengo afirmou que acolheria a decisão final com respeito institucional. A postura do clube mantém-se coerente após a rejeição desta quarta, sem sinais de que o rubro-negro planeja dar prosseguimento ao caso nesta fase.

Paralelo ao protesto sobre Rojo, há também um processo administrativo contra o Mengão pela exibição da mensagem “Proibir não é proteger” na camisa durante o confronto contra o Estudiantes. A Conmebol abriu processo disciplinar sobre o assunto, com multas previstas que variam de US$ 5 mil a US$ 50 mil — entre R$ 25 mil e R$ 250 mil.

O delegado da partida havia alertado o clube antes do jogo sobre as penas previstas no Artigo 67 do Regulamento Comercial e de Marketing da confederação. Esse processo segue seus trâmites formais e pode resultar em sanções disciplinares e financeiras adicionais ao Flamengo.

A final da Libertadores entre Palmeiras e Estudiantes está marcada para sábado, 28 de novembro, no Estádio Centenário, em Montevidéu. Antes disso, nesta quinta-feira (29), às 20h, o Flamengo enfrenta o Vasco no Estádio Nilton Santos pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro, buscando retomar o foco na luta pelo título nacional.