O Flamengo avalia a possibilidade de contratar Alisson Becker, goleiro do Liverpool, para a próxima temporada. De acordo com o Sport Witness, integrantes do planejamento rubro-negro já discutiram o nome do jogador, mas ainda não chegaram a um consenso sobre uma eventual investida formal.
A avaliação surge como uma alternativa para a posição ocupada por Agustín Rossi, que vem recebendo críticas após falhas em partidas importantes. O goleiro argentino vem sendo questionado pela qualidade das atuações, o que levou o clube a explorar possibilidades no mercado. Alisson integra a lista de nomes considerados pelo Mengão neste cenário.
O vínculo de Alisson com o Liverpool se estende até junho de 2027, após o clube inglês exercer em março a opção de acrescentar uma temporada ao contrato. Se não houver renovação, o goleiro poderá assinar pré-contrato com outro time a partir de janeiro. Segundo o Sport Witness, o Flamengo talvez inicie os preparativos para uma investida no fim de dezembro, mas até agora não houve abordagem formal nem acordo.
A preferência pelo Internacional complica o cenário
O interesse do Mais Querido enfrenta um obstáculo considerável: a ligação pessoal de Alisson com o Internacional. Revelado pelo clube gaúcho, onde começou a carreira profissional, o goleiro já manifestou publicamente o desejo de voltar ao time em algum momento. Pessoas ligadas ao Flamengo entendem que o Inter seria o destino preferido dele caso decida retornar ao futebol brasileiro.
Essa preferência pode influenciar significativamente uma eventual tentativa rubro-negra. Alguns integrantes do planejamento do Mengão acompanham atentamente a luta do Internacional contra o rebaixamento e avaliam que uma possível queda para a Série B poderia dificultar uma investida por Alisson. Essa análise interna revela como o clube pondera não apenas a viabilidade técnica e financeira, mas também fatores externos que podem afetar negociações futuras.
O dilema evidencia um padrão recorrente nas discussões internas de mercado do clube. Assim como em outras negociações em andamento, o Flamengo se vê diante de limitações que transcendem sua capacidade de investimento. Conversas para a renovação de Agustín Rossi já foram suspensas sem previsão de avanço, sinalizando que a posição segue aberta a mudanças estruturais.
Também influencia esse cenário a saída confirmada de Andrii Fedchenkov, chefe de scouting do Flamengo com 30 anos, que deixará o clube em dezembro de 2026 para começar a trabalhar no Liverpool a partir de janeiro de 2027. Fedchenkov havia chegado ao Mengão no início de 2025, indicado por José Boto, e participava das discussões sobre reforços para as próximas temporadas.
Contexto de reformulação no elenco
A avaliação sobre Alisson ocorre em um momento delicado para o planejamento do Flamengo. Enquanto o clube busca soluções para o gol, outras posições também enfrentam impasses contratuais. A renovação de Léo Pereira está travada por discordância em valores, com o contrato do zagueiro se estendendo até dezembro de 2027 e sondagens de clubes europeus no horizonte.
O atacante Pedro, peça central do elenco rubro-negro, recebeu proposta oficial de renovação, mas optou por adiar as conversas para focar na reta final do Brasileirão. Com 28 gols na temporada — 27 em jogos oficiais — e desempenho excepcional nos clássicos, Pedro representa uma prioridade distinta: sua continuidade não está em questão, apenas o timing e os termos da renovação.
O cenário geral reflete um Flamengo que reúne discussões fragmentadas sobre seu futuro. Não se trata apenas de contratar um goleiro, mas de reorganizar estruturas, renovar contratos em diferentes patamares e lidar com a saída de profissionais importantes nos bastidores. Alisson emerge nesse contexto como um nome desejável, mas não como prioridade absoluta — uma alternativa entre as alternativas.
A possível abordagem ao jogador só deve ocorrer no final de dezembro, quando as regras de pré-contrato permitirão ao Flamengo negociar formalmente. Até lá, o tema permanece em discussão interna, longe dos olhos do jogador e do Liverpool, refletindo a cautela que o clube adota diante de um objetivo que, reconhece, pode esbarrar em preferências pessoais e cenários externos fora de seu controle.

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