Flamengo desperdiça 2 a 0 e cede empate para Vasco nos acréscimos

Pedro colocou o Mengão na frente cedo, Jorginho ampliou no segundo tempo, e o Flamengo controlava a partida no Maracanã. Tudo pronto para uma vitória que sacramentasse a boa fase. Mas aos 53 minutos do segundo tempo, nos acréscimos, Hugo Mouro cabeceou o empate: 2 a 2 com o Vasco, pela 14ª rodada do Brasileirão. A lição ficou clara — vantagem de dois gols não é garantia de nada quando a concentração falha.

O Mengão começou decidido. Logo aos 7 minutos, Pedro surgiu ao segundo pau após cruzamento certeiro de Samuel Lino e finalizou com força. A bola entrou sem deixar dúvida. O atacante venceu a disputa aérea com a zaga vascaína e fez o tipo de gol que o diferencia: de oportunista, chegando sem paciência para o detalhe.

O Vasco respondeu em contra-ataques, mas carecia de precisão nas finalizações. A primeira etapa transcorreu sob o controle da equipe rubro-negra, que impôs seu ritmo e não permitiu ao adversário criar situações reais de perigo na defesa de Léo Pereira.

Jorginho chega aos acréscimos, mas o Vasco não desiste

No retorno do intervalo, o Clube da Gávea ampliou a vantagem aos 14 minutos. Jorginho converteu um pênalti assinalado por Wilton Pereira Sampaio após consulta ao VAR, que identificou pisão do lateral Paulo Henrique sobre Pedro dentro da área. O pênalti foi legítimo, a cobrança foi certeira, e o Flamengo respirava aliviado com a margem de dois gols.

Mas o Vasco não se rendeu. Aos 38 minutos do segundo tempo, após escanteio cobrado com efeito por Nuno Moreira, Robert Renan subiu sozinho, longe da marcação, e cabeceou firme. Léo Jardim nada pôde fazer. O gol inflamou a equipe cruzmaltina, que aumentou a pressão na reta final.

O goleiro vascaíno foi um dos principais personagens da partida. Jardim fez defesas cruciais que mantiveram o placar em aberto: evitou um gol de falta de Léo Pereira, que quase acertou o ângulo, e uma finalização colocada de Plata com endereço certo. Sem essas intervenções, o resultado teria sido diferente.

Apesar da pressão final do Vasco, o Flamengo manteve o domínio das principais iniciativas ofensivas durante toda a partida. A equipe rubro-negra teve mais posse de bola, criou as situações mais claras de gol e nunca entrou em desespero — pelo menos até os momentos finais.

Tudo mudou nos acréscimos. Aos 53 minutos, o Vasco cobrou escanteio novamente, e Hugo Mouro cabeceou sem marcação definida. O empate saiu, e o Maracanã, que havia celebrado a vantagem e a superioridade técnica do Mengão, viu o resultado escapar nos últimos suspiros. Três pontos viraram um, e a partida que parecia ganha terminou em igualdade.

A maior dose de culpa cabe aos erros defensivos nos acréscimos. O Flamengo mostrou poder ofensivo suficiente, mas não conseguiu administrar a vantagem quando mais importava. Pedro e Jorginho fizeram suas partes na primeira onda ofensiva; a defesa não manteve a estrutura quando o cansaço bateu e o Vasco pressionou.

O resultado deixa o Clube da Gávea com um ponto conquistado, mas uma sensação de oportunidade perdida. Na luta pelo Brasileirão, jogos assim — em que o Mengão tem tudo para vencer — podem fazer diferença no saldo final.