O Clube de Regatas do Flamengo assumiu a liderança na articulação contra a nova tributação para associações esportivas no Brasil. Na última quarta-feira (12), o Rubro-Negro promoveu uma reunião decisiva que formalizou um grupo composto por 18 entidades, entre elas Pinheiros, Minas e Praia Clube, com o objetivo de pressionar o Congresso Nacional por uma revisão da reforma tributária.
A iniciativa do Flamengo é estratégica pela visibilidade do clube e pelo fato de ser o único representante do futebol com alcance nacional no movimento, o que amplia a voz das associações envolvidas. As entidades destacam que a nova carga fiscal pode comprometer investimentos fundamentais em formação de atletas, concessão de bolsas esportivas e manutenção de projetos sociais, considerados essenciais para o desenvolvimento do esporte brasileiro.
A proposta de reforma tributária, com previsão de aplicação a partir de 2027, prevê o fim das isenções atualmente concedidas a clubes sem fins lucrativos. De acordo com representantes das associações, as receitas operacionais das entidades passarão a ser tributadas com uma alíquota efetiva estimada em 11%, acima dos 6% pagos pelas Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs), que tributam apenas a atividade do futebol. Para o Flamengo, que reúne futebol, modalidades olímpicas e ações sociais sob o mesmo CNPJ, o aumento pode elevar substancialmente os custos e colocar em risco modalidades deficitárias e programas sociais.
Como parte da mobilização, representantes do Flamengo estiveram e intensificarão a atuação em Brasília: no dia 24 de fevereiro está prevista uma audiência na Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados, onde será realizado um ato pacífico para sensibilizar parlamentares sobre as consequências da nova tributação e buscar garantias para a sustentabilidade dos clubes e de seus projetos.
Os clubes participantes afirmam que buscam diálogo com o Legislativo para encontrar alternativas que preservem a equidade fiscal sem prejudicar a base do esporte no país, especialmente os programas de formação e inclusão social financiados por essas associações.

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