Três partidas em oito dias. Flamengo, lanterna Chapecoense, Tricolor de São Paulo e Internacional. Parece simples assim para o Mengão aproximar-se do Palmeiras — mas essa sequência que começa na próxima quarta-feira, 22 de julho, aos 21h30 na Arena Condá, é tudo menos trivial.
O Mais Querido tem sete pontos de distância para o líder e um jogo a menos. A meta interna fixada pela comissão técnica é clara: reduzir ao menos quatro desses sete pontos antes de usar o confronto atrasado contra o Mirassol como carta final. Significa vencer, no mínimo, duas das três próximas.
A matemática seduz, mas a realidade do elenco complica o caminho.
Carrascal fora, lesões ainda cobram preço
Jorge Carrascal, peça importante no meio de Jardim, vai cumprir as duas últimas partidas de sua suspensão de três jogos contra Chapecoense e São Paulo. O STJD puniu o colombiano pela expulsão no clássico contra o Palmeiras — o Flamengo recorreu, mas a decisão segue valendo por enquanto.
Lucas Paquetá, Luiz Araújo e Arrascaeta seguem em diferentes estágios de recuperação. Não é desfalque total, mas força Jardim a testar alternativas ofensivas que já foram experimentadas em treinos na volta da Copa. Nomes como João Victor e Lorran aparecem como opções para suprir a ausência de criatividade que Carrascal oferecia.
A comissão técnica aproveitou os amistosos e trabalhos táticos para preparar essas mudanças. Ainda assim, perder criatividade contra um São Paulo que tem 25 pontos — estatisticamente mais sólido que a Chapecoense — no Maracanã é um risco real.
Três perfis diferentes na mira do Mengão
A Chapecoense, lanterna com 9 pontos, é teoricamente o confronto mais acessível. Números não mentem: 17 gols marcados, 35 sofridos, defesa em colapso. Mas Arena Condá é casa para a Santa Catarina. Logística e clima podem tornar a partida mais complicada do que a classificação sugere.
O São Paulo, a seguir, oferece maior solidez. 25 pontos em 18 jogos, média mais consistente. O bônus: o jogo será no Maracanã, com vantagem de mando para o rubro-negro. É aqui, provavelmente, que o Flamengo pode ganhar pressão na briga pelo título — derrotar um adversário de peso em casa vale mais que três pontos na confiança.
O Inter, por sua vez, soma 21 pontos em 18 jogos e anunciou reforços recentes — Matheus Cunha é o mais destacado. Beira-Rio é notoriamente adverso para visitantes. Se o Mengão chegar lá com duas vitórias, a partida assume cara de redenção. Se chegar com tropeço, vira sobrevivência.
Enquanto isso, o Palmeiras segue na ponta com 41 pontos. A sequência longa de liderança aumenta a pressão sobre o clube paulista — mas também mostra que, até aqui, a consistência os protegeu. O Flamengo não pode desperdiçar a janela que se abre.
A defesa rubro-negra segue sólida: 31 gols marcados, 16 sofridos em 17 jogos. Esse saldo de +15 é a base que permite ao clube estar vivo na disputa mesmo com jogo a menos. Agora, precisa converter solidez em pontos nos próximos 240 minutos contra a trinca pós-Copa.

Edmilson Lani é o responsável editorial do Flamengo RJ. Atua na curadoria, revisão e publicação de conteúdos do site, acompanhando de perto o noticiário do clube, os bastidores, o mercado da bola, os jogos e as análises do dia a dia. O site também utiliza fluxos de automação e ferramentas de apoio editorial no processo de produção, sempre sob supervisão humana sobre o conteúdo publicado.