Jardim enfrenta Dificuldades com desfalques e calendário apertado na busca por pontos

O Flamengo está a sete pontos do Palmeiras e não pode desperdiçar nenhuma das próximas quatro rodadas. A derrota no Maracanã abriu brecha, mas a sequência de jogos oferece a chance de reaproximar. Leonardo Jardim entra nessa reta decisiva com um elenco incompleto e um calendário que não perdoa.

O Palmeiras tem 41 pontos. O Mais Querido precisa extrair o máximo desta janela de oportunidade. Chapecoense, São Paulo, Internacional e Vitória são os próximos adversários. Vencer todos seria o ideal. Mas para seguir na briga pelo título, o Mengão precisa tirar pelo menos quatro dos sete pontos que separam as equipes neste recorte.

Há ainda a partida atrasada contra o Mirassol, que pode funcionar como mola extra. Se vencer o confronto que ainda não tem data marcada, o time rubro-negro iguala a pontuação do líder. O resto depende de consistência.

Três ausências confirmadas para o início da sequência

Paquetá, Luiz Araújo e Carrascal desfalcam o Flamengo nessa reta. O primeiro sofre com lesão na coxa esquerda; o segundo, no joelho; o terceiro está suspenso. As três baixas mexem com as alternativas de Jardim, que não pode contar com peças importantes do seu esquema.

Além disso, Arrascaeta e Léo Ortiz ainda se recuperam de lesões. O meio-campista também convive com o novo problema identificado em Nico De La Cruz, que não foi relacionado para o amistoso recente e tem presença incerta para a Chapecoense. O histórico de contusões do jogador alimenta cautela: foram cinco lesões em 2025, totalizando 21 jogos perdidos. Os joelhos seguem como principal preocupação.

Jardim foi direto ao abordar o tema. Comparou o retorno de atletas em recuperação ao sair de uma UTI: “Com certeza um jogador que não está treinando ainda e jogar na quarta-feira é a mesma coisa que alguém sair da UTI e ir fazer uma maratona três dias depois.” A frase encapsula a dificuldade de gerenciar elenco com tantas ausências simultâneas.

Calendário mais leve que o do Palmeiras no curto prazo

Enquanto o Palmeiras enfrenta Coritiba, Atlético-MG, Vitória e Internacional, o Flamengo tem Chapecoense, São Paulo, Internacional e Vitória. A diferença de ritmo é real. O clube paulista carrega compromissos na Copa do Brasil, o que deixa a equipe mais pressionada. O Mengão tenta aproveitar essa vantagem de calendário para recuperar pontos e colocar pressão na reta final.

A sequência é pesada de qualquer forma. São Paulo e Internacional são adversários de primeira linha. Vitória, apesar de estar mais atrás na tabela, costuma render embates acirrados. Chapecoense, em casa e brigando por não cair, nunca é fácil.

Leonardo Jardim sabe disso. Sabe também que perder pontos agora em um confronto direto contra o Palmeiras aumentou a pressão sobre o grupo. A recuperação passa por vencer em Chapecó e ganhar ritmo com o passar dos dias.

O árbitro designado alimenta debate nos bastidores

A CBF escalou Rafael Rodrigo Klein para apitar Chapecoense x Flamengo. O nome gerou reação nos bastidores rubro-negros. Klein expulsou Carrascal na Supercopa do Brasil no início de 2026, episódio marcado como polêmico. Além disso, o árbitro foi criticado por dar apenas amarelo em lance envolvendo Paquetá contra o Athletico-PR, alimentando conversas sobre inconsistência em suas decisões.

A designação ocorre em momento em que o Flamengo tenta recuperar fôlego. A Nação rubro-negra segue atenta a cada detalhe. Klein terá responsabilidade extra na arbitragem do jogo.

Próximos passos definem a campanha

O Flamengo entra em Chapecó com a obrigação de ganhar. Não há margem para vacilos. Nico De La Cruz segue em dúvida. Arrascaeta tenta voltar. Léo Ortiz continua sua recuperação. Paquetá, Luiz Araújo e Carrascal estarão ausentes. O elenco que enfrentará a Chapecoense será incompleto, mas a responsabilidade é clara: tirar pontos e manter a perseguição viva. O Palmeiras segue na frente. A chance de reduzir distância passa pelos próximos quatro jogos. Tudo começa em Santa Catarina.