O retrospecto do Flamengo em reestreias após Copa do Mundo nunca foi um ponto de conforto. Nesta quarta-feira (22), o Rubro-Negro retorna ao calendário oficial para enfrentar a Chapecoense, pela 19ª rodada do Brasileirão, e busca quebrar o tabu que assombra a história recente do clube em primeiras partidas depois do torneio mundial.
Desde 2006, quando o Brasileirão adotou o formato de pontos corridos com 20 times, o Mengão soma apenas uma vitória e três derrotas em reestreias pós-Copa. O desempenho é especialmente preocupante em um momento crítico da temporada, quando o clube vem pressionado para encostar nos líderes da competição.
Uma volta difícil: o histórico de derrotas
Em 13 de julho de 2006, o Paraná goleou o Flamengo por 4×1. Quatro anos depois, em 2010, o Mais Querido conseguiu sua única vitória reestreando: 1×0 contra o Botafogo. Mas a sequência desde então é negra. Em 2014, o Athletico-PR venceu por 2×1. E em 2018, o São Paulo derrotou o Rubro-Negro por 1×0.
O padrão é claro: o cansaço físico e mental deixado pelas competições internacionais costuma afetar o desempenho inicial. Vale observar que em 2022 o cenário foi diferente — a Copa do Mundo aconteceu em dezembro, já fora do calendário de clubes — o que explica por que essa sequência considera apenas 2006, 2010, 2014 e 2018.
Desta vez, o Flamengo não pode se dar ao luxo de falhar. O clube está em segundo lugar no Brasileirão com 34 pontos em 17 jogos, acumulando dez vitórias, quatro empates e três derrotas. O Palmeiras lidera com 41 pontos, mas com uma partida a mais disputada. A diferença de sete pontos é significativa, especialmente porque o Rubro-Negro ainda tem um jogo atrasado contra o Mirassol.
Pressão máxima por reduções imediatas
A comissão técnica do Mengão enxerga as próximas quatro rodadas como decisivas. O objetivo é claro: tirar, no mínimo, quatro dos sete pontos de vantagem do time paulista antes do jogo atrasado contra o Mirassol. Isso significa que a vitória contra a Chapecoense não é apenas um desejo, é uma necessidade.
A sequência de três partidas em oito dias intensifica a pressão. Depois de enfrentar a Chapecoense nesta quarta na Arena Condá, o Flamengo voltará rapidamente ao calendário buscando manter a consistência. O aproveitamento de 65,7% da temporada é sólido, mas como visitante o clube apresenta apenas 51,9% — um aviso importante para uma partida longe do Maracanã.
Desfalques pesados na ofensiva
O cenário se complica quando entra em cena a questão dos desfalques. O Flamengo terá cinco jogadores fora contra a Chapecoense. Léo Ortiz segue em processo de transição física e não está disponível. Lucas Paquetá e Luiz Araújo estão entregues ao Departamento Médico, afastando duas peças importantes do meio e do ataque.
De La Cruz foi poupado especificamente por causa do gramado sintético da Arena Condá — um cuidado adicional que reduz as opções ofensivas. Jorge Carrascal cumpre suspensão automática após receber cartão vermelho no clássico contra o Palmeiras.
Lucas Paquetá, Luiz Araújo e Arrascaeta seguem em diferentes estágios de recuperação, obrigando ajustes significativos na ofensiva. O Rubro-Negro precisará improvisar ou contar com atletas em condição física ainda não ideal. É um cenário que exige criatividade tática.
A Chapecoense, por seu lado, não apresenta o mesmo volume ofensivo. O clube catarinense registra apenas 30,8% de aproveitamento e acumula oito pontos em 13 jogos — uma das piores campanhas do campeonato. Pior: a equipe está em uma sequência de quatro derrotas seguidas. Números que indicam que o Flamengo deve sair como favorito mesmo com desfalques.
Informações práticas da partida
O jogo acontece nesta quarta-feira (22) na Arena Condá, em Santa Catarina, às 21h30 no horário de Brasília. A transmissão fica por conta da Globo (canal fechado) e Premiere (pay-per-view). Como visitante, o Mengão apresenta média de 2,00 gols por jogo, um número que pode ser determinante contra uma defesa desorganizada da Chapecoense.
O desafio para o técnico do Flamengo será montar uma equipe equilibrada sem seus principais nomes ofensivos, aproveitando a vulnerabilidade defensiva do adversário e o fato de estar em segundo lugar com ainda uma partida para recuperar no campeonato.

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