Joaquín Freitas levou uma entrada dura de Marcelinho no tornozelo e quase saiu de maca aos 30 minutos do segundo tempo da vitória do Flamengo por 1 a 0 sobre o Remo, neste domingo (6), pela 26ª rodada do Brasileirão. O árbitro Lucas Casagrande aplicou apenas cartão amarelo. O VAR Heber Roberto Lopes não acionou a revisão. O lance reacende o debate sobre o rigor — ou falta dele — nas penalidades por entradas violentas no campeonato.
O jovem atacante argentino havia entrado no segundo tempo do Mengão e enfrentava seus primeiros minutos como reforço da Nação rubro-negra quando sofreu o impacto no calcanhar. A entrada de Marcelinho teve força suficiente para gerar preocupação imediata entre os companheiros de Freitas no gramado. A falta mereceria, segundo avaliações posteriores de comentaristas e torcedores, no mínimo uma revisão do árbitro de vídeo.
Heber Roberto Lopes, responsável pelo VAR na transmissão, não se movimentou. A decisão de campo prevaleceu, e o jogador do Remo seguiu na partida até o apito final sem maiores consequências disciplinares. Esse tipo de episódio tornou-se cada vez mais frequente no futebol brasileiro, dividindo opiniões sobre a consistência dos critérios de arbitragem.
Freitas chega como reforço de peso para o ataque rubro-negro
Joaquín Freitas desembarcou no Rio de Janeiro na segunda-feira (31) e já estava em condições de contribuir no segundo tempo contra o Remo. O atacante argentino é o segundo reforço do Flamengo nesta janela de transferências e vem do River Plate, um dos principais clubes da Argentina. Aos 30, ele assinou vínculo até 2031, sinalizando confiança do clube em seu projeto de longo prazo.
O jogador veste a camisa número 30 e é considerado um dos principais nomes recentes do futebol argentino. Sua chegada reforça o setor ofensivo do Mais Querido em momento estratégico da temporada, com o Brasileirão ainda em andamento e a Libertadores às portas. Na conversa com a imprensa logo após chegar ao Rio, Freitas demonstrou impressão com a estrutura do clube e a magnitude da torcida.
“A verdade é que é um clube muito bonito, com instalações de altíssimo nível, de outro patamar. Quando conheci o centro de treinamento, achei uma loucura. Apesar de ser algo que eu já esperava, fiquei muito surpreso. E ao chegar aqui no Rio, impressiona a quantidade de torcedores do Flamengo. Você anda pela rua e todo mundo está com a camisa do Flamengo. Dá para perceber que é um clube com muitos torcedores e muita gente”
O trecho deixa claro o impacto causado pelo tamanho e pela força da instituição rubro-negra. Freitas chega em um Flamengo que segue competitivo no Brasileirão e com objetivos claros na Libertadores. Sua inserção gradual no elenco, começando pelos últimos minutos contra o Remo, segue uma lógica comum em times que recebem reforços na metade da temporada.
VAR e arbitragem sob questionamento após o episódio
O lance envolvendo Freitas levanta, novamente, questionamentos sobre o padrão de revisão de entradas violentas no Brasileirão. O árbitro Lucas Casagrande estava posicionado para ver a falta, mas optou por um cartão amarelo em vez de investigar se deveria expulsar Marcelinho. O VAR, com câmeras de múltiplos ângulos à sua disposição, não sinalizou a necessidade de reanálise.
Esse tipo de situação — falta clara, reação imediata do árbitro, mas sem chamada do VAR para revisão — criou incômodo entre torcedores e analistas. Questionou-se não apenas se o amarelo foi suficiente, mas se a gravidade da entrada não justificava, no mínimo, um olhar mais cuidadoso da tecnologia disponível. O tema ganhou ainda mais relevância porque o jogador atingido acabou de chegar ao clube e estava em sua estreia.
A decisão de Heber Roberto Lopes de não intervir mantém vivo um padrão que gerou, ao longo de várias rodadas do Brasileirão, reclamações sobre inconsistência. Às vezes, VARs chamam árbitros para revisar cartões amarelos que resultam em vermelho; outras vezes, não agem nem quando a entrada parece muito forte. Essa falta de uniformidade alimenta a sensação de arbitragem subjetiva, dependente de interpretação pessoal em vez de critérios claros.
Freitas, apesar do susto, conseguiu continuar em campo e terminar seu primeiro jogo pelo Mengão. Marcelinho completou a partida e estava livre de novas restrições disciplinares quando o árbitro apitou o fim do jogo. O Flamengo venceu 1 a 0, mas o lance ficou marcado como exemplo de situação que reforça o debate permanente sobre o rigor das penalidades no futebol brasileiro.
O atacante argentino estará à disposição para o compromisso do Mais Querido contra o Independiente del Valle, pela ida das quartas de final da Libertadores, na quinta-feira (10), às 21h30, em Quito. Ele pode ganhar mais minutos já na estreia continental pelo rubro-negro, testando sua adaptação em um palco ainda maior.

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