Léo Pereira e Paquetá conquistam convocação após semestre brilhante no Flamengo

Léo Pereira conquistou seu lugar na seleção brasileira após temporada sólida no Flamengo. O zagueiro atuou em 24 jogos durante o primeiro semestre de 2026, sendo titular absoluto da defesa, e marcou 1 gol. Sua consistência rendeu convocação e o colocou entre os destaques individuais do Mengão no período.

Não foi apenas a zaga que chamou atenção. O primeiro semestre marcou a história rubro-negra por convocações e produção individual expressiva em um cenário de irregularidade coletiva. Mudanças no comando técnico, lesões em peças importantes e falta de constância competitiva não impediram que vários jogadores deixassem sua marca.

Paquetá viveu trajetória de destaque desde sua estreia em fevereiro. O meio-campista participou de 24 jogos, sendo 16 como titular, e marcou 8 gols apesar das dificuldades iniciais de adaptação. Sua evolução ao longo do semestre consolidou o investimento do clube e o credenciou para a seleção.

Pedro disparou com 19 gols e liderou ofensiva do Mengão

No ataque, Pedro foi a verdadeira locomotiva ofensiva. O atacante disputou 33 jogos, com 24 como titular, e marcou 19 gols além de 5 assistências. Seu desempenho colocou-o como principal goleador do semestre e evidencia o impacto da chegada de Leonardo Jardim no comando técnico em março.

Desde que Jardim assumiu, Pedro entrou em outro patamar de produção. Sob orientação do novo treinador, o atacante somou 17 participações diretas em gols — 13 gols e 4 assistências — em pouco mais de três meses. Essas 17 participações representam 68% de toda a sua produção na temporada, o que evidencia a capacidade do técnico em potencializar o melhor do seu futebol.

A goleada de 3 a 0 sobre o Coritiba no Maracanã exemplifica bem o cenário: Pedro marcou em mais uma atuação decisiva. Sua consistência transformou o Mais Querido em uma força ofensiva confiável mesmo quando outras peças falhavam.

Jardim trouxe ordem e aproveitamento maior do elenco

A alternância entre Filipe Luís e Leonardo Jardim no banco de réservas impactou diretamente o rendimento individual. Enquanto o primeiro semestre teve oscilações, a chegada de Jardim em março trouxe uma organização tática que abriu espaço para que alguns jogadores explorassem melhor suas qualidades.

Samuel Lino ganhou destaque sob esse novo padrão. O atacante fez 32 jogos, com 21 como titular, marcou 6 gols e deu 9 assistências. Sua evolução mostrou que a mudança no comando não afetou apenas Pedro, mas criou uma dinâmica ofensiva mais fluida para o conjunto.

Arrascaeta, apesar de ter sofrido uma fratura na clavícula que atravessou o semestre, ainda conseguiu números relevantes. O uruguaio participou de 20 partidas, com 15 como titular, marcou 7 gols e deu 2 assistências. Sua presença em campo reforça a capacidade de rendimento mesmo em adversidades físicas.

Jorginho, por sua vez, ficou marcado por lesões que limitaram seu aproveitamento. O volante participou de apenas 17 jogos, sendo 15 como titular, e marcou 3 gols. Apesar das dificuldades, manteve-se como peça importante na construção do jogo quando disponível.

Evertton Araújo também aproveitou as oportunidades que surgiram em meio aos problemas físicos do elenco. O lateral-direito foi titular em 24 dos 27 jogos que disputou, marcou 1 gol e deu 2 assistências. Sua regularidade o credenciou para maior confiança na lateral.

Convocações para seleção validam desempenho no semestre

As convocações para compromissos da seleção brasileira reforçam o peso do desempenho individual no período. Além de Léo Pereira e Paquetá, outros rubro-negros foram chamados. O zagueiro atuou no amistoso Brasil 2 x 1 Egito e entrou no segundo tempo com 100% de aproveitamento nos passes — 26 acertos em 26 tentativas.

Paquetá também esteve presente na partida contra o Egito, começando como titular e saindo no intervalo após 45 minutos de bom desempenho. Sua presença na seleção marca reconhecimento de sua evolução rápida no futebol rubro-negro desde fevereiro.

Danilo e Alex Sandro também integraram a delegação brasileira para aquele compromisso. Danilo entrou aos 17 minutos do primeiro tempo e permaneceu em campo até quase o fim da partida, enquanto Alex Sandro veio do banco aos 26 minutos do segundo tempo, acertando todos os 8 passes que tentou e contribuindo na defesa.

O semestre deixa claro que, apesar das turbulências táticas e das lesões que afetaram a competitividade coletiva, o Flamengo mantém jogadores de nível internacional. As convocações servem como validação externa do trabalho individual desses atletas e apontam que, na segunda metade de 2026, o clube busca consolidar essa performance com mais consistência.