Lucas Paquetá entrou no segundo tempo e mudou tudo. O meia saiu do banco para atuar como volante ao lado de Jorginho e foi decisivo na vitória do Flamengo sobre o Estudiantes de La Plata por 1 a 0, que garantiu a classificação do Mengão para as oitavas de final da Libertadores.
O resultado mantém vivo o sonho rubro-negro na competição continental. Mais que isso, mostrou que Leonardo Jardim tem soluções táticas para os próximos desafios da temporada.
O primeiro tempo difícil
A partida começou complicada para o Flamengo. Sem conseguir impor seu ritmo habitual, a equipe se viu em um jogo truncado contra um adversário que oferecia resistência constante. O cenário era ainda mais desafiador porque o clube enfrentava ausências importantes no elenco.
Arrascaeta seguia fora por lesão. Erick Pulgar ainda se recuperava e não tinha plena condição de desempenho. Essas ausências pesavam na criatividade ofensiva e na distribuição de jogo que o Mais Querido normalmente impõe.
Mesmo em dificuldade, o Flamengo manteve a estrutura defensiva firme e não permitiu que o Estudiantes criasse situações claras de perigo. A partida era determinante — uma derrota tiraria o rubro-negro da Libertadores. Isso pesava, mas a equipe permanecia ligada ao compromisso.
Paquetá e a transformação no segundo tempo
Tudo mudou quando Paquetá entrou em campo no segundo tempo. A mudança não foi apenas numérica: foi tática. O meia se posicionou como volante, formando dupla inédita com Jorginho no setor. A movimentação foi imediata.
Paquetá trouxe mobilidade para o meio de campo. Sua capacidade de saída de bola, combinada com a presença física de Jorginho, criou uma dinâmica diferente. O Flamengo passou a ter mais fluidez nas trocas curtas e recuperava a bola com mais precisão.
Não foi apenas defesa. A criatividade também emergiu. Paquetá participou de jogadas ofensivas, movimentou-se em busca de espaço e conectou as ações entre defesa e ataque. Seu envolvimento foi crucial no lance que resultou no gol da vitória.
Leonardo Jardim acompanhava atento. A escolha tática funcionou. O técnico viu sua equipe recuperar a iniciativa do jogo e converter em resultado.
A flexibilidade tática de Jardim
Após a partida, com a classificação garantida, Leonardo Jardim não escondeu satisfação com a dupla no meio-campo. O treinador projetou o uso da formação em futuros compromissos.
“Claro que é uma dupla que, em alguns jogos, pode jogar junta. O importante é ter soluções.”
A frase resume bem o pensamento do técnico. Ter Paquetá como volante, ao lado de Jorginho, abre possibilidades. Não é uma mudança permanente, mas uma ferramenta tática que Jardim poderá usar conforme necessário.
Isso é relevante porque o Flamengo enfrenta uma temporada densa. A ausência de Arrascaeta força adaptações. A recuperação de Pulgar ainda está em processo. Contar com alternativas criativas no meio-campo pode fazer diferença nos próximos jogos.
O que vem agora
A classificação às oitavas coloca o Flamengo em outro patamar na Libertadores. Agora, o foco imediato é o próximo confronto contra o Palmeiras, que promete ser outro teste importante para a Nação rubro-negra.
Paquetá saiu do jogo contra o Estudiantes tendo cumprido sua missão. Não foi um desempenho ofensivo de destaque, mas de funcionalidade tática. Às vezes, é isso que faz a diferença em uma partida decidida pelo detalhe.
O Mengão segue na Libertadores, Paquetá mostrou capacidade de se reinventar dentro de campo, e Jardim tem uma opção a mais para desenhar suas estratégias. Três coisas positivas em uma noite que vale muito mais que um placar simples.

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