Lucas Paquetá foi direto ao explicar por que voltou ao Flamengo: “Na minha cabeça, quando eu decidi voltar era para estar feliz e me sentir bem.” A frase resume a decisão do meia de retornar ao Mais Querido após uma trajetória turbulenta na Europa pelo West Ham, clube que ainda detém seus direitos contratuais até 2028.
A declaração ganha peso em um momento em que o jogador experimenta uma retomada profissional. Titular na estreia da Seleção Brasileira contra Marrocos na Copa do Mundo, Paquetá reforçou que o retorno não foi uma passagem temporária, mas uma busca genuína por recuperar o bem-estar que havia perdido durante sua permanência no futebol inglês.
“Eu queria estar me sentindo bem depois do que passei ali”, completou, associando a mudança ao desejo de superar o período difícil vivido na Europa. A frase revela mais do que um placar emocional: expõe a prioridade que o jogador colocou na estabilidade mental como fundamento para o desempenho.
De volta ao Mengão com números positivos
Desde que retornou ao Flamengo, Paquetá acumula 24 jogos e oito gols pela segunda passagem. Os números refletem uma recuperação consistente, ainda que o jogador tenha deixado claro que o retorno foi motivado por razões que transcendem as estatísticas.
Ao falar sobre o que espera daqui para frente, o meia projetou um futuro onde a felicidade pudesse se converter em criatividade dentro de campo. “Eu sabia que meu momento ia chegar de encontrar a felicidade, colocar a bola no chão e fazer as coisas acontecerem”, disse, conectando o bem-estar ao desejo de retomar seu melhor futebol no Mengão.
A declaração ocorre em um contexto favorável à Nação rubro-negra. Paquetá conquistou titularidade na Seleção Brasileira sob o comando do técnico Carlo Ancelotti, consolidando seu papel no esquema do time nacional. Na Copa do Mundo, o jogador marca presença como um dos meios-campistas de referência do Brasil, reforçando sua importância tanto para o clube quanto para a seleção.
Passagem conturbada e decisão de voltar
A trajetória de Paquetá pelo West Ham foi marcada por altos e baixos. Apesar do contrato longo com o clube inglês até 2028, o jogador optou por retornar ao Flamengo, demonstrando que questões como estabilidade emocional e ambiente favorável pesaram mais do que vínculos contratuais internacionais.
Essa decisão revela um aspecto frequentemente negligenciado nas transferências internacionais: o peso do bem-estar no desenvolvimento do atleta. Paquetá não escolheu apenas um novo destino, mas buscou recuperar um lugar onde pudesse se sentir bem — e essa busca parece estar surtindo efeito.
Com a convocação para o Mundial, o meia entrou em campo como titular na partida inicial da Seleção Brasileira, validando seu retorno e consolidando a recuperação que começou quando decidiu deixar a Inglaterra. A presença dele no meio-campo do Brasil comprova que a aposta no bem-estar como ferramenta de desenvolvimento foi bem calculada.

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