Notas dos jogadores: Arrascaeta e Paquetá dominam vitória do Flamengo sobre o Bahia

Giorgian de Arrascaeta foi o destaque individual do Flamengo na vitória 2×0 sobre o Bahia, neste sábado no Maracanã. O meia uruguaio marcou um gol, distribuiu cinco passes decisivos e foi praticamente imbatível nos duelos ofensivos, consolidando uma nota 8.5 — a maior entre todos os jogadores em campo. Seu gol e sua participação no segundo gol evidenciam como os números refletem uma performance de MVP.

Notas da Partida

🟢 Giorgian de Arrascaeta → 8.5 | Gol decisivo, cinco passes chave, domínio nos duelos ofensivos

🟢 Lucas Paquetá → 8.3 | Um gol, distribuição segura com 80 passes, três desarmes garantem solidez

🟢 Gonzalo Plata7.9 | Quatro dribles bem-sucedidos, três passes chave, ataque criativo

🟢 Léo Ortiz → 7.7 | 94% de precisão nos passes, desarme limpo, liderança defensiva

🟢 Leo Pereira → 7.3 | 97% de precisão, dois desarmes, duas interceptações, segurança na zaga

🟢 Alex Sandro → 7.3 | Dois passes chave, 86% de precisão, presença constante na esquerda

🟡 Agustín Rossi → 7.2 | Cinco defesas, precisão de 67% na saída

🟡 Evertton Araujo → 7.2 | 89% de precisão, dois passes chave, volume defensivo importante

🟡 Guillermo Varela → 7.0 | 86% de precisão, dois dribles bem-sucedidos, defesa consistente

🟡 Samuel Lino → 6.9 | 91% de precisão, dois desarmes, tempo limitado em campo

🟡 Nicolás de la Cruz → 6.9 | 92% de precisão apesar dos poucos minutos, um passe chave

🟡 Saul Niguez → 6.9 | Uma assistência em 11 minutos, 100% de precisão nos passes

🟡 Bruno Henrique → 6.6 | 100% de precisão, um passe chave em breve passagem

🟡 Pedro → 6.3 | Uma assistência, 75% de precisão, três dribles em partida com menos volume

🟡 Luiz Araújo → 6.9 | 100% de precisão em minutos reduzidos

🔴 Everton → 6.3 | Participação restrita de 9 minutos, sem impacto relevante

Os Destaques

Arrascaeta segue como maestro rubro-negro

Os números confirmam o que os olhos veem: Arrascaeta foi a orquestração ofensiva do Flamengo. Com 48 passes (85% de precisão) em apenas 79 minutos, o uruguaio tocou na bola frequentemente e com inteligência. Mais importante: seus cinco passes chave mostram como ele lê o jogo. Ganhou 5 de 8 duelos, dado relevante para um meia de características mais criativas que atlética. O gol — seu primeiro em 2026 — foi o coroamento de uma exibição onde o volume ofensivo e a capacidade de criar superioridade numérica no setor estiveram presentes do início ao fim.

Paquetá: gol e equilíbrio

Se Arrascaeta foi criatividade, Paquetá foi equilíbrio. O meia recebeu a nota 8.3 justificado pelos números: 80 passes completados (84% de precisão) — a maior quantidade do time —, um gol de oportunismo, dois chutes na direção do gol e, diferentemente de Arrascaeta, ganhou 6 de 10 duelos, sugerindo participação mais ativa nas disputas. Os três desarmes completam um quadro de alguém que não apenas ataca, mas também defende. É exatamente o que se espera de um meia de primeira linha.

Plata e criatividade pela direita

Gonzalo Plata (7.9) foi o destaque ofensivo pela ala direita. Apesar de apenas 32 passes (75% de precisão — a menor entre os meias), seus quatro dribles bem-sucedidos de cinco tentadas (80%) evidenciam velocidade e decisão. Três passes chave mostram que não foi apenas velocidade vã: criou oportunidades. Com dois chutes na direção do gol, Plata teve qualidade na finalização, mesmo que sem converter. Em 85 minutos, foi eficiente e vertical.

Setor por Setor

Goleiro: Rossi mantém a segurança

Agustín Rossi completou 90 minutos com cinco defesas e zero gols sofridos (7.2 de nota). Seu desempenho reflete uma partida onde o Bahia não criou grandes oportunidades claras. A precisão de 67% na saída com 24 passes é aceitável para um goleiro que passava a bola segura — nem aventurado, nem medroso. No Maracanã, foi tão seguro quanto o resultado.

Defesa: solidez de veteranos

A zaga rubro-negra funcionou como engrenagem bem oleada. Leo Pereira liderou em passes (75) com incríveis 97% de precisão — praticamente sem erro —, além de dois desarmes e duas interceptações. Léo Ortiz (7.7) foi a referência defensiva, com 94% de precisão e um desarme fundamental. Alex Sandro (7.3) ofereceu apoio pela esquerda com dois passes chave, números que lembram que laterais modernos precisam atacar. Guillermo Varela (7.0) completou a linha com dois dribles bem-sucedidos, mostrando posse segura. Sem amarelos críticos (apenas Leo Pereira levou um) e clean sheet, a defesa cumpriu seu papel sem dramatizar.

Meio: criação e controle

Este foi o setor mais produtivo do Flamengo. Além de Arrascaeta e Paquetá (já analisados), Gonzalo Plata e Evertton Araujo garantiram volume. Araujo (7.2) foi discreto mas confiável: 89% de precisão em 64 passes, dois passes chave, defensor do meio quando necessário. Samuel Lino (6.9) caiu um pouco em rendimento — 91% de precisão em 43 passes, dois desarmes —, mas saiu aos 66 minutos em boa hora. As substituições de Nicolás de la Cruz e Saul Niguez (ambos 6.9) trouxeram energia, com este último marcando uma assistência em apenas 11 minutos, dado que não passa despercebido: qualidade mesmo em tempo reduzido.

Ataque: eficiência acima do volume

Pedro (6.3) foi o menos inspirado do ataque titular. Com 12 passes (75% de precisão) e apenas uma assistência, o número de chutes (4, com dois na direção do gol) sugere movimento constante, mas sem a efetividade esperada. O gol saiu do meio-campo — Arrascaeta e Paquetá foram os finalizadores. As substituições de Luiz Araújo, Bruno Henrique e Everton tiveram participação mínima. Bruno Henrique (6.6), em 24 minutos, conseguiu um passe chave, mantendo a linha de criação. Luiz Araújo e Everton mal tiveram tempo de influenciar, com 9 minutos cada — números que refletem um jogo onde o Flamengo não precisou mexer muito.

Os Números do Adversário

Leo Vieira (7.2), goleiro do Bahia que saiu do banco, fez seis defesas em uma partida onde enfrentou criação constante. Com 94% de precisão em 18 passes, trabalhou bem com os pés. O problema foi não conseguir impedir os dois gols. Erick Pulga (7.0) foi o maior destaque ofensivo do Bahia: em 74 minutos, ganhou 7 de 10 duelos e completou 5 de 6 dribles (83%), números que mostram um atacante intenso. Um passe chave e um chute na direção do gol evidenciam presença, mas o time não conseguiu aproveitar. O Bahia foi dominado nos números gerais — Flamengo criou mais e converteu as oportunidades, simplicidade que marca boas vitórias.

O que os Números Dizem

O Flamengo conquistou os três pontos com uma exibição onde os dados refletem equilíbrio e eficiência. Não foi um passeio — a defesa trabalhou (45 duelos defensivos no total), o meio-campo criou (13 passes chave apenas entre titulares) e o ataque converteu o suficiente. Arrascaeta e Paquetá, com nota média de 8,4, foram o combustível. A entrada de Saul Niguez com uma assistência em poucos minutos mostra um banco forte. Leo Pereira e Leo Ortiz na zaga transferem confiança. Pedro, com desempenho abaixo, ainda assim contribuiu. Os números individuais confirmam uma verdade coletiva: o Flamengo está em evolução, com setores bem definidos e capacidade de impor seu jogo. No Maracanã, isso se traduziu em vitória limpa contra adversário que não desistiu, mas não conseguiu responder.