Flamengo e Vitória protagonizaram um jogo equilibrado no Maracanã pela Copa do Brasil, terminando em 2×1. Os números individuais revelam que o Rubro-Negro teve bom desempenho ofensivo e defensivo, com destaque para Evertton Araujo, que marcou um gol e distribuiu o jogo com precisão invejável, acumulando 68 passes com 87% de acerto. O meia foi o melhor jogador indiscutível da partida, coroando uma noite de criatividade e circulação de bola no meio-campo.
Notas da Partida
🟢 Evertton Araujo → 8.0 | Gol decisivo, 68 passes com 87% de precisão, controle absoluto do meio
🟢 Danilo → 7.9 | Liderança defensiva, 86 passes com 90% de acerto, 2 interceptações e 1 drible bem executado
🟢 Léo Ortiz → 7.9 | 82 passes com 94% de precisão, 2 passes chave e segurança na zaga rubro-negra
🟢 Arrascaeta → 7.5 | 31 passes com precisão impressionante de 97%, 2 dribles com 67% de sucesso em 45 minutos
🟢 Nicolás de la Cruz → 7.2 | Uma assistência, 48 passes com 85% de acerto e 2 passes chave em meia hora de jogo
🟢 Pedro → 7.3 | Um gol, 3 chutes no total, criatividade ofensiva mesmo com 63% de precisão nos passes
🟡 Emerson Royal → 6.9 | 54 passes com 89% de precisão, 3 desarmes e 1 chute na direção do gol
🟡 Saúl Ñíguez → 6.9 | 34 passes com 85% de precisão, 4 duelos ganhos em 7 disputados, boa entrada no segundo tempo
🟡 Bruno Henrique → 6.7 | Uma assistência, 22 passes e 2 interceptações em 72 minutos, aproveitável mas abaixo das expectativas
🟡 Gonzalo Plata → 6.5 | 11 passes com 73% de precisão, 2 passes chave no pouco tempo em campo
🟡 Luiz Araújo → 6.3 | 32 passes com 94% de precisão, 3 passes chave e 1 chute na direção do gol em 80 minutos
🟡 Agustín Rossi → 6.3 | 1 defesa em 90 minutos, passes saindo do fundo com 100% de acerto, sofreu 1 gol
🟡 Ayrton Lucas → 6.2 | 43 passes com 84% de precisão, 2 desarmes e 2 passes chave antes de sair machucado
🟡 Everton → 6.2 | 15 passes com 73% de precisão, 3 chutes na direção do gol mas apagado na criação
🟡 Samuel Lino → 6.6 | 8 passes com 88% de precisão, 1 passe chave e 2 duelos ganhos em 10 minutos
🟡 Alex Sandro → 7.0 | 17 passes com 76% de precisão, 3 duelos ganhos em entrada pelo lateral esquerdo
Os Destaques
Evertton Araujo foi quem mais brilhou para o Flamengo na noite. Além do gol que colocou a equipe no placar, o meia foi o maestro da orquestração rubro-negra, com 68 passes distribuídos em 90 minutos — a maior quantidade de passes do time. Sua precisão de 87% demonstra segurança na posse de bola, enquanto 2 desarmes e 2 interceptações mostram que sua contribuição também esteve presente defensivamente. Um desempenho redondo que justifica plenamente a nota 8.0.
Danilo e Léo Ortiz formaram uma dupla defensiva impermeável no Maracanã. Danilo totalizou 86 passes com precisão de 90%, adicionou 1 interceptação e completou um drible com êxito — a liderança tática no miolo do Flamengo. Léo Ortiz foi ainda mais preciso, com 94% de acerto nos 82 passes. Os dois conquistaram 2 duelos ganhos cada um em 3 disputas, mostrando que não apenas construíram o jogo como também defenderam com solidez. Ambos fecharam com nota 7.9, ratificando uma zaga bem posicionada e concentrada.
Arrascaeta, ainda que tenha somado apenas 45 minutos em campo, impressionou com números notáveis. Seus 31 passes saíram com precisão extraordinária de 97% — a maior taxa de acerto individual da partida. Completou 2 dribles com 67% de sucesso, demonstrando capacidade técnica e destreza quando entrou no segundo tempo. A nota 7.5 reconhece uma entrada pontual e produtiva do uruguaio.
Setor por Setor
Goleiro
Agustín Rossi sai da partida com nota 6.3 — um desempenho neutro para os padrões de um goleiro em jogo equilibrado. Sofreu 1 gol, fez apenas 1 defesa em 90 minutos, e sua distribuição de jogo foi impecável com 100% de precisão nos 9 passes. O arqueiro não teve grandes trabalhos, o que reflete também a qualidade defensiva do Flamengo na noite.
Defesa
A retaguarda rubro-negra apresentou solidez coletiva. Danilo e Léo Ortiz foram os pilares — ambos com nota 7.9 — e completaram os 90 minutos sem cedências graves. Emerson Royal (6.9) cumpriu sua função na lateral direita com 5 duelos disputados e 3 desarmes, embora tenha vencido apenas a metade deles. Ayrton Lucas (6.2) perdeu 4 dos 7 duelos que disputou, sugerindo alguma dificuldade contra a velocidade do Vitória antes de sair lesionado aos 71 minutos. Alex Sandro (7.0) entrou e ganhou seus 3 duelos sem sofrer pressão posterior — uma entrada tranquila. A defesa sofreu apenas 1 gol, compatível com o desempenho visto.
Meio-Campo
O setor foi o motor do Flamengo. Evertton Araujo dominou com sua nota 8.0, marcando gol e passando segurança na construção. Nicolás de la Cruz (7.2) saiu no intervalo, mas deixou 1 assistência, 48 passes com 85% de precisão e 2 passes chave — uma contribuição clara. No segundo tempo, Arrascaeta (7.5) trouxe uma circulação refinada com aquela precisão de 97%. Saúl Ñíguez (6.9) entrou aos 45 minutos e trabalhou bem os 4 duelos ganhos em 6, adicionando 1 desarme. Everton (6.2) mostrou entusiasmo ofensivo com 3 chutes na direção do gol, mas sofreu ao disputar — apenas 0 de 5 duelos ganhos. Luiz Araújo (6.3) saiu aos 80 com 3 passes chave e 1 chute na direção do gol, embora tenha perdido muitos duelos. Samuel Lino (6.6) fez uma brevíssima aparição de 10 minutos, mas manteve 88% de precisão. O meio foi eficiente na criação e seguro na posse.
Ataque
Pedro (7.3) marcou um gol em 90 minutos, bateu 3 vezes, mas sua precisão de passes caiu para 63% — sugestão de que esteve mais focado em finalizar que em construir jogo. Apesar disso, 1 passe chave mostra criatividade. Bruno Henrique (6.7) saiu aos 72 com 1 assistência e 22 passes com 77% de acerto, mas ganhou apenas 1 de seus 6 duelos. Gonzalo Plata (6.5) entrou próximo do fim e ofereceu 2 passes chave em 11 passes totais, ajuste tático para pressionar. O ataque foi letal — 2 gols em 2 finalizações que foram na direção — mas com eficiência que poderia ter sido melhor se o aproveitamento em duelos fosse mais alto.
Quem Entrou e Fez Diferença
O segundo tempo trouxe mudanças importantes. Arrascaeta foi a entrada mais relevante dos números — sua precisão de 97% em 31 passes elevou imediatamente a qualidade técnica do meio, especialmente após a saída de Nicolás de la Cruz. Saúl Ñíguez também contribuiu com 34 passes (85% de precisão) e conquistou 4 de 6 duelos, oferecendo mais solidez defensiva que seu antecessor. Alex Sandro fez sua função com limpeza — 3 duelos ganhos em 3 disputados — trazendo menos variação ofensiva que Ayrton Lucas mas mais segurança tática. Já Gonzalo Plata entrou tardio (18 minutos) e ofereceu 2 passes chave, ajudando na pressão final sem deixar grandes marcas.
Os Números do Adversário
O Vitória apresentou um goleiro em destaque. Lucas Arcanjo foi decisivo com nota 8.0, realizando 8 defesas em 90 minutos — o dobro das defesas de Rossi — apesar de sua baixa precisão de passe (47% em 38 tentativas). Seus números defensivos justificam a ausência de gols sofridos no início da partida. No ataque, Erick se sobressaiu com 1 gol e 7.7 de nota, exibindo eficiência com 1 chute na direção do gol em apenas 1 tentativa. Zé Vitor foi uma máquina defensiva no meio — ganhou 14 de 22 duelos, com 4 desarmes e 2 interceptações — talvez o jogador mais combativo da noite. Caique Gonçalves (7.0) ganhou 5 de 6 duelos, oferecendo uma contenção solidária. O Vitória explorou muitos duelos (mais agressivo) e teve sorte ofensiva com Erick.
O que os Números Dizem
O empate em 1×1 reflete uma partida bem equilibrada taticamente. O Flamengo apresentou maior qualidade na circulação de bola e criatividade — Evertton Araujo, Arrascaeta e Nicolás de la Cruz combinaram excelente precisão e múltiplos passes chave. A defesa foi segura, especialmente a dupla de centrais. Porém, os números individuais apontam fragilidade em disputa — o time rubro-negro ganhou muitos menos duelos que o Vitória, especialmente nas alas. Ayrton Lucas (3 de 7), Emerson Royal (5 de 10), Pedro (1 de 4) e Bruno Henrique (1 de 6) ilustram essa dificuldade. Pedro e Evertton Araujo foram eficientes nas finalizações (2 gols em 2 chutes na direção), mas sem pressão constante, a equipe não conseguiu ampliar.
Leonardo Jardim montou um sistema ofensivo (4-2-3-1) que funcionou na qualidade técnica. As substituições reforçaram a criatividade com Arrascaeta e solidificaram o meio com Saúl. Ainda assim, o empate no Maracanã deixa o Flamengo obrigado a resolver o duelo na volta. Os números mostram que o Rubro-Negro foi superior em criação e circulação de bola, mas caiu na disputa direta — um aviso para a próxima fase: intensidade e marcação agressiva serão necessárias.

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