Notas dos jogadores: Paquetá domina e Flamengo goleia Independiente Medellin

Lucas Paquetá foi a força maior do Flamengo na goleada sobre o Independiente Medellin por 4×1, nesta quarta-feira no Maracanã, pela segunda rodada da fase de grupos da CONMEBOL Libertadores. O meia alcançou nota 9.5 e deixou sua marca no placar com um gol, mas os números revelam muito mais: 55 passes com 98% de precisão, três tackles e uma impressionante taxa de 7 duelos ganhos em 8 disputados. Paquetá foi circulação, defesa e ataque concentrados em um único jogador.

Notas da Partida

🟢 Lucas Paquetá → 9.5 | Gol decisivo, 98% de precisão nos passes, domina os duelos e recuperações

🟢 Giorgian de Arrascaeta → 8.6 | Gol e assistência, autor de três passes chave, criatividade máxima em 63 minutos

🟢 Samuel Lino → 8.3 | Cinco passes chave em meia hora, visão de jogo e participação decisiva na criação

🟢 Bruno Henrique → 7.7 | Gol e assistência, ambos os chutes na direção do gol, efetividade total do atacante

🟢 Ayrton Lucas → 7.6 | Assistência, dois passes chave, 8 duelos ganhos em 11, defesa e ofensiva equilibradas

🟢 Leo Pereira → 7.2 | 96% de precisão nos passes, 5 duelos ganhos em 6, uma interceptação, sólido na zaga

🟢 Danilo → 7.2 | 8 duelos ganhos em 9, duas interceptações, um drible concluído, defesa consistente

🟢 Evertton Araújo → 7.2 | 92% de precisão, todos os duelos ganhos (3/3), dois desarmes e uma interceptação

🟢 Gonzalo Plata → 7.2 | 100% de precisão nos passes, dois dribles completados, dois passes chave em 32 minutos

🟡 Emerson Royal → 6.7 | 98% de precisão nos passes, um passe chave, mas ganhou apenas 2 de 4 duelos

🟡 Nicolás de la Cruz → 6.6 | 96% de precisão em sua entrada rápida de 18 minutos, sem muitas oportunidades de atuar

🟡 Pedro → 6.6 | Participação breve de 18 minutos, um gol, um drible, um passe chave apesar de apenas 50% de precisão

🟡 Jorge Carrascal → 6.2 | 93% de precisão, dois passes chave e dois chutes na direção do gol, mas perdeu 5 de 11 duelos

🟡 Wallace Yan → 6.3 | 100% de precisão em poucos passes (4), uma interceptação, entrada limitada de 12 minutos

🟡 Luiz Araújo → 6.3 | 86% de precisão, um passe chave e um chute na direção do gol, mas apenas 1 duelo ganho em 4, recebeu amarelo

🟡 Agustín Rossi → 6.3 | 92% de precisão nos passes, sofreu apenas 1 gol em 95 minutos, desempenho seguro mas discreto

Os Destaques

Lucas Paquetá foi absoluto. Com nota 9.5, o meia não apenas marcou um gol, mas foi o maestro da orquestração ofensiva do Flamengo. Seus 55 passes com 98% de precisão demonstram uma circulação quase perfeita. Os números revelam um jogador completo: além do gol e do passe chave, Paquetá recuperou bolas constantemente (3 tackles) e ganhou 7 de 8 duelos disputados. Em 77 minutos, foi praticamente impossível de parar. Sua saída do campo marcou o fim da dominação rubro-negra mais explosiva.

Arrascaeta criou e finalizou. Com nota 8.6, o uruguaio foi máquina de criação: três passes chave em apenas 63 minutos, além de um gol e uma assistência. Seu chute — 2 na direção do gol em 4 tentativas — mostra disposição constante de participar do ataque. A precisão de 68% revela um comportamento mais arriscado, típico de quem busca desequilibrar, o que não o prejudicou nessa atuação. Sua saída ao intervalo deixou uma lacuna que Samuel Lino ajudou a preencher.

Bruno Henrique foi decisivo na frente. Nota 7.7 com gol e assistência, o atacante completou todos os seus 2 chutes (ambos na direção do gol), demonstrando aproveitamento de oportunidades. Seus 81% de precisão nos passes mostram uma construção mais segura, e ganhou 3 de 7 duelos. Apesar de uma taxa menor de êxito nos confrontos diretos, sua efetividade nas finalizações e criações foi determinante para a goleada.

Setor por Setor

Goleiro: Rossi apresentou uma atuação segura. Com nota 6.3, o argentino cumpriu seu papel de forma confiável, ainda que pouco exigido. Seus 24 passes com 92% de precisão mantiveram a distribuição fluida, e sofrer apenas 1 gol em 95 minutos contra um adversário organizado é um bom indicativo. Não foi uma atuação de destaque, mas de solidez.

Defesa: A zaga do Flamengo foi bem organizada. Ayrton Lucas (7.6) foi o grande destaque à esquerda, com uma assistência e visão ofensiva ampla — ganhou 8 duelos em 11 e contribuiu com dois passes chave. Leo Pereira (7.2) e Danilo (7.2) ofereceram segurança: precisão de 96% e 89% respectivamente, 5 duelos ganhos em 6 e 8 em 9. A defesa sofreu apenas um gol em uma partida onde a diferença técnica era clara. Emerson Royal (6.7) completou a linha com 98% de precisão mas menor agressividade nos duelos (2/4).

Meio-campo: Aqui residiu o grande diferencial. Paquetá (9.5) foi praticamente imbatível, mas a profundidade da atuação coletiva impressiona. Evertton Araújo (7.2) manteve o equilíbrio ao lado dele, com 92% de precisão e todos os 3 duelos ganhos. Arrascaeta (8.6) saiu ao intervalo após exibição criativa. Samuel Lino (8.3) entrou e ofereceu cinco passes chave em apenas 63 minutos, mantendo o ritmo ofensivo. Jorge Carrascal (6.2) fechou as trocas com bom aproveitamento de chutes (2/3 na direção do gol) e dois passes chave, mas lutou mais nos duelos (6/11). Nicolás de la Cruz teve apenas 18 minutos para contribuir com 96% de precisão.

Ataque: Bruno Henrique foi o ponta-de-lança mais consistente, nota 7.7, com gol e assistência garantindo efetividade total nos chutes. Gonzalo Plata (7.2) entrou aos 63 minutos e surpreendeu com 100% de precisão, dois dribles completados e dois passes chave em apenas 32 minutos — presença vibrante. Pedro (6.6) e Wallace Yan (6.3) fizeram participações breves, enquanto Luiz Araújo (6.3) recebeu amarelo apesar da assistência, em uma exibição mais disputada (1/4 duelos).

Quem Entrou e Fez Diferença

Gonzalo Plata merece menção: seu desempenho perfeito de 100% de precisão em 32 minutos, dois dribles e dois passes chave o destacam como excelente contribuidor. As substituições de Leonardo Jardim funcionaram adequadamente para manter a pressão ofensiva e gestão do desgaste.

Os Números do Adversário

O Independiente Medellin não encontrou recursos defensivos para conter o Flamengo. Seu goleiro Eder Chaux (6.0) precisou fazer 6 defesas, mas sofreu 3 gols e não pôde evitar a derrota. A precisão de apenas 74% em seus passes refletiu uma construção defensiva desorganizada. Entre os destaques colombianos, Yony González (7.3) foi o mais perigoso no ataque, com um gol em 68 minutos, mas isolado em suas ações — seus 2 duelos ganhos em 7 mostram uma atuação frustrada defensivamente. Alexis Serna (6.9) ofereceu uma assistência e 4 tackles, tentando organizar o meio, mas os números revelam uma equipe superada: ganhou apenas 4 duelos em 10 e perdeu o controle do jogo desde o início.

O Que os Números Dizem

A goleada por 4×1 foi construída sobre alicerces sólidos: Paquetá como motor incontestável do meio (9.5), uma defesa organizada liderada por Ayrton Lucas, e atacantes que souberam aproveitar as oportunidades criadas. A profundidade do banco, com Gonzalo Plata entregando performances de 7.2, indica que o Flamengo possui opções de qualidade. A precisão média elevada nos passes e a dominância nos duelos refletem uma superioridade técnica clara. Os números individuais revelam um coletivo que funciona: o time marcou 4 gols e sofreu apenas 1, com toda a estrutura contribuindo — de Rossi na saída de bola até Bruno Henrique finalizando com precisão. Este é o sinal de um Flamengo conectado em seus momentos de boa forma, dentro e fora da Libertadores.