O FLAMENGO NA COPA

Queridos amigos flamenguistas, saudações!

Nesse nosso castigo de quase dois meses sem ver o Flamengo em campo, nós, torcedores, acompanhamos atentamente nossos jogadores na Copa.

No jogo da Seleção Brasileira, Paquetá começou muito abaixo do esperado, errando praticamente tudo o que tentava e demonstrando nervosismo, assim como boa parte da equipe. Inclusive, foi um dos jogadores que falharam na origem do gol de Marrocos. Aos poucos, porém, foi crescendo na partida, ganhando confiança, aplicou um belo lençol no adversário e quase marcou um golaço de voleio.

Quanto ao jogo da Canarinho, o início foi um desastre total, começando pela escalação em que o Ancelotti tenta treinar um time, ainda indefinido, e no dia do jogo muda as peças, dando uma de Professor Pardal. Igor Thiago parece um Grafite piorado, Ibanez na lateral é surreal. Por fim, Casemiro jogando, é melhor chamar o aposentado do Mauro Silva. O empate acabou ficando de bom tamanho, e ainda há muito o que fazer se quiser avançar mais nessa Copa, quiçá conquistar.

No jogo do Equador, apesar da derrota, Plata fez uma excelente partida. Ajudou na marcação, correu, lutou, venceu a maioria dos duelos e quase marcou um belo gol. Deixou uma impressão muito positiva. Se alguém quiser tirá-lo daqui, vai ter que abrir bem a carteira.

Parte da imprensa esportiva tem divulgado que Filipe Luís, novo treinador do Mônaco, teria pedido sua contratação. Isso faz bastante sentido, afinal, quando comandava o Flamengo, insistia em sua escalação mesmo quando o jogador ainda não estava rendendo o esperado.

Daqui a pouco entra em campo o Uruguai. Arrascaeta está fora, Varela deve jogar, e De la Cruz continua sendo aquela incógnita à qual já estamos acostumados. Ainda assim, torço para que ele faça uma grande Copa, seja para nos ajudar efetivamente nesta temporada ou para despertar o interesse de algum clube disposto a apresentar uma boa proposta.

Quanto a Carrascal, pela Colômbia, espero que deixe de lado o lado “artista de circo” e apresente um futebol à altura de seu potencial. Se jogar bem e despertar interesse do mercado, melhor ainda para todos.


BRITO: UM CAMPEÃO DO MUNDO QUE VESTIU O MANTO SAGRADO

O futebol brasileiro perdeu, no último dia 11, um de seus grandes personagens. Internado para tratar uma pneumonia, Hércules Brito Ruas, o eterno Brito, nos deixou aos 86 anos. Seu nome, porém, permanecerá para sempre gravado na história do esporte.

Quando falamos da lendária Seleção Brasileira de 1970, logo nos vêm à cabeça nomes como Pelé, Tostão, Jairzinho, Rivelino e Gérson. Porém, por trás de todo aquele talento havia uma defesa sólida, liderada por um zagueiro de muita personalidade: Brito.

Dono de uma marcação firme, de um preparo físico impressionante e de uma raça que nunca lhe faltou, Brito foi titular absoluto da Seleção que conquistou o tricampeonato mundial no México. Enquanto os craques encantavam o mundo do meio para frente, ele ajudava a garantir a segurança lá atrás, formando uma das defesas mais respeitadas daquela Copa.

Mas existe um detalhe que muitos rubro-negros talvez não saibam: Brito era jogador do Flamengo quando conquistou o título mundial com a Seleção Brasileira.

Em 1969, o zagueiro chegou à Gávea trazendo toda a experiência adquirida em sua brilhante passagem pelo Vasco da Gama. Sua trajetória no Flamengo não foi longa, mas foi suficiente para colocá-lo na galeria dos campeões do mundo que tiveram a honra de vestir o Manto Sagrado.

Após a conquista da Copa de 1970, Brito acabou deixando o clube em meio a divergências com a comissão técnica. Ainda assim, seu nome ficou marcado na história rubro-negra por representar o Flamengo em um dos momentos mais gloriosos do futebol brasileiro.

Brito simbolizava um tipo de jogador cada vez mais raro nos dias atuais: comprometido, competitivo e disposto a deixar tudo em campo. Não era um atleta de manchetes extravagantes ou de holofotes constantes. Sua fama foi construída na dedicação, na liderança e no respeito que conquistou ao longo da carreira.

Para nós, flamenguistas, fica a lembrança de um campeão mundial que também carregou o peso e a honra da camisa rubro-negra.

Descanse em paz, Brito.

Obrigado por sua história, por sua raça e por ajudar a escrever uma das páginas mais bonitas do futebol brasileiro.

SRN!