“Mão santa não, mão treinada.” — Oscar Schmidt
Semana passada, perdemos um ícone do esporte: nosso Zico do basquete, Oscar Schmidt.
Após cada treino, Oscar arremessava cerca de 500 bolas na cesta. Lembra de alguém? Zico, o Galinho de Quintino, enquanto muitos iam embora, ficava na Gávea cobrando faltas — e o resultado a gente via nos jogos.
Muito mais do que um craque das quadras, na minha humilde opinião, Oscar foi o maior jogador de basquete fora da NBA. Uma máquina de fazer cestas e dono de uma dedicação atlética que só vi no Zico. No dia do nascimento de seu filho, ele foi treinar; no casamento do irmão Tadeu, teve jogo — e por aí vai.
No Mengão, jogou de 1999 a 2003, sendo bicampeão carioca em 1999 e 2002. O título de 1999 foi muito especial para mim: eu estava lá no Maracanãzinho, em uma final eletrizante contra o Botafogo de Marcelinho Machado (antes de brilhar aqui). No fim, bastante emocionado, Oscar fez um discurso que inflamou a Nação — foi sensacional.
O desejo do meu coração é que nossos jogadores do futebol se espelhem cada vez mais em Oscar, em termos de dedicação e respeito ao Manto Sagrado.
Meus sentimentos aos familiares e amigos. Valeu, Mão Santa!
O JOGO DE ONTEM CONTRA O BAHIA
Virando a chavinha e falando de futebol, confesso que a escalação inicial, com Plata, não me animou muito. A prova disso foi em uma bola que ele arriscou e acabou recuando para o goleiro — definitivamente, ele ainda não tem muita intimidade com a pelota. Mas exerce um papel tático importante para o time, ainda mais com Luís Araújo e Carrascal em baixa.
Dominamos todas as ações. Marcamos pressão na saída de bola deles, e não demorou para sair o gol: Arrascaeta tabelou com Pedro e mandou para as redes. Na comemoração, fez uma justíssima homenagem ao agora eterno camisa 14 do Orgulho da Nação — e ainda recebeu um patético cartão amarelo por isso.
Fomos superiores ao bom time do Bahia no primeiro tempo, que teve apenas uma chance. Mas temos o Rossi: goleiro bom é assim — a bola quase não chega, mas, quando é exigido, ele está lá para defender.
No segundo tempo, o Bahia veio para cima, o que nos deu espaços para contra-atacar. Tivemos chances de ampliar com Arrascaeta — aliás, que bela partida dele, mostrando evolução física —, mas, por detalhes, não conseguimos.
Eles acertaram uma bola na nossa trave? Sim. Mas nós acertamos duas na deles.
Pedro quase fez mais um gol antológico, mas o bom goleiro deles evitou. O segundo gol não saía, o Bahia pressionava, e eu já começava a ficar preocupado.
Mas eis que vieram as substituições: entraram De la Cruz e Saúl. E, no primeiro lance deles, “nasceu a criança”: Paquetá fuzilou e vem se mostrando cada vez mais decisivo nos nossos jogos.
Isso não é um banco, senhores — é um sofá de puro luxo.
Com o 2 a 0, passamos a tocar mais a bola e não corremos mais riscos. A única preocupação foi com Paquetá, que terminou o jogo mancando.
Fim de jogo: vencemos, jogamos bem e ainda rodamos o elenco. Somamos 3 pontos e seguimos brigando pela liderança, com desempenho de campeão. A Magnética está feliz.
O Flamengo do Jardim tem se mostrado um time mais vertical, muito objetivo. Em todo início, faz uma blitz, abre o placar e depois administra o jogo, matando nos contra-ataques velozes — algo que antes não explorávamos tanto.
Isso não é uma crítica ao Filipe Luís, mas eu sentia falta dessas saídas rápidas, que pegam as defesas adversárias desguarnecidas.
Por fim, vencemos Rogério Ceni mais uma vez — e segue tudo normal no RJ.
Mais uma vez, muito obrigado Oscar, vocêé eterno em nossos corações!
SRN!

Fabio da Silva Gonçalves, casado, pai da Lorena, mora atualmente em Rio das Ostras RJ, Pastor auxiliar da ADVEC, Engenheiro, Professor concursado da FAETEC, estudou na Universidade Estácio de Sá, UCAM e Fasul, Mestrando em Ciências da Educação na UAP, foi figura assídua do Maracanã e tem como um dos maiores orgulhos de sua vida ser colunista do MELHOR site sobre Flamengo da Internet. O Flamengo RJ.