Paquetá admite ansiedade em pênalti e culpa nervosismo pela eliminação

Lucas Paquetá abriu o jogo sobre a decisão que tomou ao bater o pênalti perdido contra o Estudiantes na semifinal da Conmebol Libertadores. Em entrevista, o meia reconheceu que a ansiedade para marcar logo prejudicou sua execução, levando o Flamengo à eliminação após desperdiçar três cobranças na série de penalidades.

Sobre a escolha tática na batida, Paquetá explicou que havia definido o lado de antemão e tentou esperar o movimento do goleiro adversário antes de finalizar. Mas admitiu que a pressão do momento e a vontade imediata de balançar a rede interferiram no resultado.

“Acho que eu defini antes, defino o lado. Eu espero (o goleiro definir), mas é difícil, batida difícil. Tem que ter a calma e esperar até o final e acabei… (fica nervoso?) A gente fica com vontade de fazer o gol logo, óbvio. Mas às vezes dá errado. É continuar treinando e melhorar”

Flamengo perde três cobranças na semifinal

A eliminação do Mengão ficou marcada pela sequência de falhas nas cobranças de pênalti. Além de Paquetá, o meio-campista Jorginho e o atacante Bruno Henrique também desperdiçaram suas oportunidades. A combinação de erros tirou o time da competição continental no momento em que buscava avançar à final.

O Estudiantes, mesmo tendo errado uma cobrança durante a série, conseguiu se classificar e garantiu sua presença na decisão da Libertadores. Agora o clube argentino enfrenta o Palmeiras na briga pelo título.

A perda de três penalidades em uma mesma série representa não apenas uma falha técnica, mas também expõe a fragilidade psicológica que envolve esses momentos decisivos. Para Paquetá, a lição é clara: manter a calma é tão importante quanto a preparação técnica. O jogador reconheceu que o Flamengo deve continuar treinando para melhorar a execução nessas situações de alta pressão.

O reconhecimento do erro por parte de Paquetá sinaliza uma postura diferente. Em vez de esquivar da responsabilidade, o meia assumiu a falha e a atribuiu a um problema bem documentado no futebol: a dificuldade de controlar a ansiedade nos momentos cruciais. Nenhuma preparação física ou técnica consegue eliminar completamente esse fator emocional que acompanha cobranças de pênalti em jogos eliminatórios.

Neymar e o carrinho lateral

Em outro momento da entrevista, Paquetá também mencionou um episódio ocorrido durante o empate entre Flamengo e Santos por 2 a 2, realizado na Vila Belmiro. O meia acertou um carrinho por trás em Neymar, que se levantou irritado com a ação.

Segundo relato do próprio Paquetá, porém, o clima mudou rapidamente após o reconhecimento. Quando Neymar percebeu quem havia feito o lance, começou a se acalmar. Os dois jogadores então se abraçaram e encerraram o desentendimento de forma amigável, mostrando que o incidente foi apenas resultado da intensidade do jogo e não de qualquer animosidade pessoal.

Paquetá também aproveitou a ocasião para descartar qualquer possibilidade de defender o Santos no futuro, deixando claro seu compromisso com suas obrigações atuais. A fala serve como reflexo do profissionalismo do jogador, que mesmo em momentos de dificuldade, mantém o foco nas suas responsabilidades.

A eliminação da Libertadores deixa um gosto amargo na Nação rubro-negra, especialmente pela forma como ocorreu. Cobranças perdidas em mata-mata representam um tipo de derrota particularmente frustrante, já que o time teve oportunidades concretas de avançar. Paquetá e seus companheiros agora carregam essa lição para o restante da temporada, buscando canalizar o aprendizado em melhorias técnicas e psicológicas para desafios futuros.