Lucas Paquetá saiu do clássico contra o Fluminense com a sensação de dever cumprido. O Flamengo venceu por 2 a 1 no Maracanã, neste domingo, e o meia encontrou na vitória um reflexo do amadurecimento da equipe — especialmente diante da pressão que o rival impôs nos minutos finais. Para Paquetá, aquele sufoco que deixou o torcedor apreensivo também carrega uma lição importante para o resto da temporada.
“É um clássico, são jogos difíceis, decididos no detalhe, mas acredito que a gente dominou a grande parte do jogo. Óbvio, depois do gol, a equipe do Fluminense, que é qualificada, veio para cima e a gente soube sofrer e suportar essa pressão. Um time forte é isso também, quando tiver que marcar, correr, tem que lutar e hoje a gente sai daqui com três pontos”, afirmou o meia logo após o apito final.
A declaração de Paquetá encapsula a luta do Flamengo em um clássico que nunca é apenas sobre futebol. O Mais Querido dominou grande parte do confronto, com Pedro marcando duas vezes — incluindo um golaço de longa distância aos sete minutos que já anunciava o tom do jogo. O segundo gol, aos 35 minutos do segundo tempo, de cabeceio após cruzamento de Samuel Lino, consolidou a vantagem. Pedro chegou aos 163 gols pelo clube, ultrapassando Gabigol (161) na artilharia do século 21 e se tornando o sexto maior artilheiro da história do Flamengo.
Porém, como em qualquer clássico entre gigantes, a vitória não saiu tranquila. O Fluminense, adversário que ocupa a parte de cima da tabela, acordou no segundo tempo e pressionou a defesa rubro-negra nos minutos finais, conseguindo reduzir o placar e criando momentos tensos que poderiam ter custado caro. Foi nesse contexto que Paquetá enxergou valor educativo: a capacidade de sofrer, de correr, de lutar quando o jogo exige — uma característica que todo time candidato a título precisa ter.
O resultado deixou o Flamengo e o Fluminense empatados com 20 pontos na tabela do Brasileirão, mas o Flamengo leva vantagem nos critérios de desempate e segue em segundo lugar. A importância desse confronto foi ressaltada pelo próprio Paquetá em sua colocação pós-jogo: brigava-se por “seis pontos”, numa referência ao peso dos confrontos diretos na luta pelo topo.
Com o clássico resolvido, a atenção de Paquetá já se volta para a próxima missão. “(O clássico) era um jogo chave, porque brigando com o time que está em cima (Fluminense). Próximo jogo no Brasileiro, também, com o Bahia, então é continuar vencendo para alcançar nosso objetivo, que é permanecer na liderança”, projetou o meia, olhando para a rodada do domingo (19), quando o Flamengo enfrenta o Bahia — que também permanece com 20 pontos e integra o grupo de candidatos ao título.
Antes disso, porém, o Flamengo tem compromisso marcado pela Copa Libertadores. Na quinta-feira (16), o rubro-negro recebe o Independiente Medellín, da Colômbia, no Grupo A da competição continental. O jogo está marcado para às 21h30 (horário de Brasília) e é a segunda rodada da fase de grupos. A sequência aperta, mas é nessa acumulação de partidas que se medem os candidatos a títulos — e a resiliência que Paquetá destacou no sufoco do clássico será fundamental para manter a equipe em ritmo nos próximos dias.
Para Paquetá, a vitória de 2 a 1 é mais do que três pontos: é confirmação de que o time tem ferramentas para lidar com adversidades dentro de campo. Essas lições de resistência podem fazer toda a diferença na luta pelo título do Brasileiro enquanto o Flamengo navega pelos compromissos da Libertadores.

Edmilson Lani é o responsável editorial do Flamengo RJ. Atua na curadoria, revisão e publicação de conteúdos do site, acompanhando de perto o noticiário do clube, os bastidores, o mercado da bola, os jogos e as análises do dia a dia. O site também utiliza fluxos de automação e ferramentas de apoio editorial no processo de produção, sempre sob supervisão humana sobre o conteúdo publicado.