Paysandu recusa proposta do Flamengo por volante Pedro Henrique

O Paysandu recusou a proposta do Flamengo para contratar o volante Pedro Henrique, de apenas 19 anos. A investida rubro-negra, assim como ofertas de outras três grandes equipes, não sensibilizou a diretoria paraense, que mantém postura firme de não negociar o jogador neste momento.

A recusa está diretamente ligada à estratégia econômica do Paysandu. O clube detém atualmente 80% dos direitos econômicos de Pedro Henrique e avalia que qualquer negociação prematura reduziria significativamente sua fatia futura. Internamente, a diretoria considera as propostas recebidas até agora insuficientes para justificar abrir mão do controle sobre o ativo.

Disputa no mercado e estrutura das propostas

O interesse no jovem volante vai além do Flamengo. Internacional, Fortaleza e Estrela Amadora também demonstraram interesse formal na contratação. Cada uma recebeu resposta negativa da diretoria paraense.

A proposta mais estruturada veio do Internacional. O clube gaúcho ofereceu empréstimo até janeiro de 2027, com opção de compra fixada em R$ 700 mil por 50% dos direitos econômicos. O pacote incluía ainda um plano de valorização salarial progressiva, capaz de multiplicar os ganhos do jogador conforme metas fossem atingidas. Mesmo com a estruturação, o avanço não ocorreu.

As melhores ofertas recebidas até aqui giraram em torno de R$ 1,5 milhão por 50% dos direitos. Além disso, havia possibilidade de negociar mais 20% por R$ 500 mil adicionais, cenários que deixariam o Paysandu com apenas 30% ou 10% do passe em uma eventual venda futura. A diretoria considera essas proporções desvantajosas.

Contrato e multa rescisória protegem o Paysandu

Pedro Henrique tem contrato com o clube paraense até dezembro de 2027 e multa rescisória estipulada em R$ 3 milhões. Essa estrutura contratual reforça a posição do Paysandu, que pode manter o jogador vinculado e aguardar valorização adicional antes de negociar.

Caso o Flamengo ou qualquer outro clube desejasse dar prosseguimento à negociação, precisaria arcar com essa multa ou aguardar que o Paysandu considerasse as condições mais favoráveis à instituição paraense.