A CBF designou Rafael Rodrigo Klein para apitar Chapecoense x Flamengo no dia 22 de julho, e a notícia caiu como uma bomba nos bastidores rubro-negros. Pessoas ligadas ao futebol do Mengão expressaram revolta com a escolha, apontando um padrão de decisões polêmicas do árbitro em jogos envolvendo o clube.
O problema não é novo. O Flamengo já vinha reivindicando bom senso da CBF para evitar que Klein apitasse seus próximos compromissos na temporada. A cúpula do clube esperava que a entidade máxima do futebol brasileiro levasse em conta o histórico problemático do juiz diante da Nação rubro-negra.
Carrascal e o cartão vermelho que mudou tudo
Um dos principais episódios que alimenta a indignação do Mengão ocorreu no início de 2026, durante a Supercopa do Brasil contra o Corinthians. Rafael Klein expulsou o meio-campista Carrascal após o intervalo da partida, em uma decisão que pegou jogadores e torcedores de surpresa.
O lance em questão envolvia uma chegada do jogador rubro-negro em Breno Bidon, dentro do campo. Klein não havia marcado cartão vermelho no momento da ação, mas voltou do intervalo com a decisão de expulsar Carrascal. Essa mudança de posicionamento sem justificativa clara alimentou a narrativa de falta de critério do árbitro, gerando uma onda de revolta que ecoou nos bastidores do Mais Querido.
A expulsão teve consequências diretas no desempenho do Flamengo naquela partida, e o episódio virou referência recorrente quando o tema é Klein e suas polêmicas envolvendo o Rubro-Negro.
Lucas Paquetá e o amarelo que deveria ser vermelho
Outro ponto de tensão entre Klein e o clube rubro-negro aconteceu na Arena da Baixada, durante um confronto com o Athletico-PR. O árbitro viu uma entrada forte de Felipinho sobre Lucas Paquetá e optou por apenas cartão amarelo, deixando em aberto discussões sobre severidade e coerência nas punições.
Enquanto a expulsão de Carrascal gerou questionamentos sobre critério após o intervalo, o amarelo em Paquetá aprofundou a percepção nos bastidores de que Klein aplicava regras diferentes quando o Flamengo estava envolvido. A inconsistência nas decisões transformou Klein em figura central de reclamações internas do clube.
Essas duas situações formam o alicerce da revolta que ganhou volume com a notícia da designação para Chapecoense x Flamengo. O Mengão sabia que voltaria a enfrentar um árbitro cuja trajetória de decisões desagradava não apenas aos jogadores, mas a toda a estrutura de futebol do clube.
Desafio fora de casa em momento crítico
O timing da designação complica ainda mais a situação. O Flamengo volta à ação após pausa para Copa do Mundo, e o compromisso na Arena Condá é um dos primeiros testes da sequência que mistura jogos fora contra Chapecoense e Mirassol com duelos diretos no Maracanã entre 22 de julho e 15 de agosto.
Como visitante, o Rubro-Negro tem aproveitamento de 63%, inferior aos 70,8% que alcança como mandante — uma diferença de 7,8 pontos percentuais que revela maior dificuldade fora do Maracanã. Contra a Chapecoense, lanterna do campeonato com apenas 9 pontos, a expectativa é de vitória, mas as armadilhas fora de casa já deixaram marcas no histórico recente do clube.
O Mengão segue como segundo colocado na tabela do Brasileirão com 34 pontos, sete a menos que o líder Palmeiras. Na Libertadores, o Rubro-Negro enfrenta o Cruzeiro nas oitavas de final. Com essa carga de compromissos importantes, a presença de um árbitro polêmico amplifica as preocupações da comissão técnica e dos jogadores.
A intertemporada do clube incluiu treinos no CT Ninho do Urubu e em Portugal, onde foram disputados três amistosos. Esse cronograma se encerra na próxima sexta-feira (17 de julho), quando o Mengão enfrenta o Olimpia do Paraguai em Brasília, às 20h. Depois virá a volta oficial ao Brasileirão, com Rafael Klein no apito — um detalhe que promete deixar os bastidores rubro-negros em alerta máximo.

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