Rocky, Rocky… Mengo, Mengo…!

Aos que vivenciaram, nos anos 80, os filmes de um boxeador chamado Rocky Balboa, interpretado por Sylvester Stallone, certamente se lembram dos cinemas cheios e das famílias e amigos reunidos nas salas de casa para assistir aos filmes quando eram exibidos na TV. Essa série de filmes nos ensina que a vida é feita de lutas, perdas, recomeços e desafios que muitas vezes parecem maiores do que nossas próprias forças. Rocky está envelhecido, aposentado e desacreditado, mas decide voltar ao ringue para provar, acima de tudo, a si mesmo que ainda é capaz. O filme mostra que nunca é tarde para recomeçar e que não devemos permitir que a idade, as dificuldades ou a opinião dos outros determinem nossos limites.

Mais do que vencer uma luta, Rocky nos ensina que a verdadeira vitória está em continuar de pé quando a vida nos derruba. Não importa quantas vezes sejamos golpeados, derrotados ou obrigados a começar novamente; o importante é encontrar forças para seguir em frente. Afinal, algumas batalhas não são travadas para conquistar um título, mas para recuperar a confiança, o propósito e a vontade de continuar lutando pela própria vida.

Diante disso, o Flamengo está me parecendo até o Rocky Balboa nessa trocação: bate, apanha, apanha, mas levanta! São fortes emoções, e tomara que o final seja de nossas tão sonhadas conquistas. Na Libertadores, vencemos de forma incontestável. Amassamos os caras no primeiro tempo, mas ainda continuamos com o velho problema de desperdiçar oportunidades. Em um curto momento de distração no segundo tempo, cedemos o empate. Menos mal que reagimos rapidamente e carimbamos a classificação. Arrascaeta e Lino decidiram a parada com dois belos gols, em assistências maravilhosas de Pedro.

Já no jogo de sábado, pelo Brasileirão, infelizmente enfrentamos o mesmo Cruzeiro logo na sequência. No primeiro tempo, fizemos um jogo muito bom, abrimos o placar com Pedro e dominamos as ações. Mas, como não podemos contar sempre com a sorte, uma hora a conta chega pelas oportunidades desperdiçadas. E, então, o resultado não foi o que desejávamos nem imaginávamos: acabamos derrotados em mais um gol de Arroyo, com Lino não achando nada no carrinho. Pelas circunstâncias, até que o empate não seria um mau resultado, mas, no último lance da partida, a bola bateu em nossa zaga e desviou em Rossi, sacramentando nossa derrota. Fomos da euforia à frustração, do rumo a Tóquio a ter que brigar para não cair, do céu ao inferno!

Mas quem falou que seria fácil ganhar como foi em 2025? O Palmeiras está há dois anos sem conquistas relevantes — tomara que esse jejum continue! —, e a crise está batendo forte por lá. E parece que o Flamengo, neste ano, deseja viver essa emoção até o fim. É estilo Rocky Balboa! Acionem seus cardiologistas, porque, pelo visto, infelizmente, vai ser assim até o final.

E, mesmo com essa ducha de água fria, continuamos dependendo só de nós mesmos. Isso é o que mais me consola. Mas temos que ser “Malvadão” e não podemos dar essas bobeiras, não!

E você, leitor? Concorda ou pensa diferente? Comenta aqui embaixo. Valeu?

SRN!